segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Podemos tudo e não fazemos quase nada

Não é preciso ser um sábio para entender aquilo que nos faz bem e aquilo que nos faz mal. Quando estamos prestes a perder tudo que nos é importante, vem de dentro de nós um alerta e nos diz que devemos parar tudo que estamos fazendo ou mesmo mudar um pouco o rumo.
Não é possível fazer sempre o que queremos toda hora. Ninguém pode agradar a todos todo momento, mas temos que encontrar um equilíbrio, saber o que realmente importante não perder o foco e nem deixar de buscar aquilo que nos move para que acordemos todos os dias e não enfiamos uma bala na própria cabeça.
Não desistir é crer que tudo pode acontecer todos os dias, pois o que nos move é uma certeza de que algo maior que nós nos impulsiona. Se percebermos sempre há uma esperança, nem que seja a ponta de um iceberg escondida e ofuscada por um farol de um carro que vem em direção contrária da nossa. Ontem mesmo conversando com um irmão meu pré-adolescente descobri coisas da tecnologia como colocar camadas de vídeos dentro do vídeo que eu estou falando, que pode me dar um upgrade nos vídeos de youtube que pretendo fazer daqui para frente pode ser um recomeço para projetos antigos que se apagaram.
Estou na ativa, apesar daquele trabalho que me leva cotidianamente para o mesmo lugar posso ver adiante. Eu olhando esses dias que o bitcoin voltou a estourar e hoje (21) 1 bitcoin vale R$ 12 mil. Eu há cerca de um ano e meio atrás pensei em investir nisso e acabei não fazendo por medo de separar uma grana e perder dinheiro. Outra vez queria investir em marketing digital e comecei uma pós-graduação li o livro da Marta Gabriel, que ainda tenho aqui guardado, mas mal terminei um semestre e acabei desistindo do marketing digital, que também através do hotmart, não investi grana e não tive retorno em meu trabalho como afiliado e depois como produtor, apesar de ver as pessoas mostrando nos vídeos do youtube seus ganhos.
Na verdade fiquei travado diante dessas possibilidades e acabei nem ganhando nem perdendo e nem saindo do lugar.
Tive a ideia de fazer publicidade de passeios turísticos na internet, no Facebook e quando vi que não tive retorno imediato, mas apenas views, desisti também e vi alguns colegas de trabalho deixando de frequentar o calçadão da Beira Mar e vendendo apenas os passeios em casa, na frente do computador.
Resolvi voltar a fazer essa publicidade de novo no Facebook na página de passeios que tenho e em apenas uma semana, as curtições da página saltaram de 250 pessoas para mais de mil pessoas e agora vou continuar fazendo publicidade com os anúncios dos passeios, resolvi separar uma parte do meu orçamento para investir nisso.
Outra ponta da minha vida que ainda não fechou foi a questão da minha veia literária, tenho três livros publicados no Amazon, dois deles ficção e não vendi praticamente nenhum por falta de publicidade, enquanto eu sei que posso fazer isso e ter retorno e quem sabe um dia possa eu ter meu livro impresso por alguma editora física, se bem que Jeff Bezos (Ceo da Amazon) está quase que o homem mais rico do mundo, o que falta em mim para ser um homem bem sucedido seria um pouco mais de coragem em coisas que a vida me possibilita, ou vou acabar minha vida em pé vendendo passeios turísticos.
Não que isso seja ruim, ganho meu sustento nisso e pagos contas, sustento esposa e "filha". Inclusive essa página da minha vida chamada casamento me surpreende a cada dia. Minha esposa comprou o carro que hoje ando, com um ato de coragem de umas reservas pequenas que ela tinha guardado, um carrinho velho, mas que tem servido bastante para nossas atividades diárias como ir ao supermercado, eu ir a Beira Mar e ficar até mais tarde. Eu apenas estou pagando consertos e manutenção do carro e quando puder uma reforma nele.
Outra coisa que ela fez, foi comprar material para fazer um quarto em cima e em baixo colocarmos uma garagem para o carro, ela tem algumas atitudes que se eu tivesse ousado mais talvez estaria até num lugar melhor economicamente.
Não é pelo dinheiro, mas porque sabemos, no caso eu sei agora que posso e tenho capacidade de ir longe. Tenho 38 anos, me pergunto e daí "eu tenho uma porção de coisas para fazer e não posso ficar ai parado", Não mesmo né Raul Seixas?
O potencial que temos dentro de nós é tão importante quanto o ar que respiramos, pois ele que nos mantem vivos.
Ultimamente tenho escutado discos do passado, Nenhum de Nós, Link Park e nem ligo se o Chester Bennington deu um fim na sua existência, sabe-se lá qual traumas ele tinha e como para ele era difícil superar tudo isso. Eu sei disso, pois fui abusado na infância por um parente meu, por parte de mãe e nem quero citar nomes para não abrir uma ferida na nossa vida, talvez por isso eu não tenha tanto afeto por pessoas do lado da minha genitora, claro ela minha mãe eu amo sim, mas os outros não tenho muito contato.
Mas se estou vivo aqui é porque não chegou a hora, pode ser qualquer momento, ou daqui 50 anos, nunca se sabe, mas eu quero enquanto ar eu respirar sempre está em busca de melhorar, evoluir, buscar cuida das coisas que realmente importam e que o restou fica no seu lugar.
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