quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Steve Jobs por Walter Isaacson, meu comentário

Antes de falar da história do homem que revolucionou a indústria do computador pessoal, da música, da telefonia, dos livros e muito mais, vou aqui destacar um pouco sobre  Walter Isaacson, o autor dessa biografia de 2011, da Companhia das Letras, que foi lançada um mês após a morte de Jobs.

Isaacson, como eu é jornalista e também escritor. nasceu em Nova Orleans em 1952, trabalhou na CNN, na Times e escreveu além dessa biografia, a história de Einsten e Franklin. Por si só esse currículo já fala de quem foi esse homem.
O processo do livro foi algo que começou em 2009, quando a então esposa de Steven Jobs, Laurene Power disse que o marido estava com câncer e por isso o jornalista se apressou a entrevistar pessoas que conviveram com ele. Além do mais desde antes em 1983, eles se conheciam pois o criador da Apple, sempre quando queria divulgar seus produtos procurava ele para falar sobre como seriam essas inovações.
São 41 capítulos que contam tudo desse "gênio" da informática. No primeiro capítulo sabemos que Jobs foi abandonado pelos pais legítimos e no segundo sabemos que os pais adotivos um mecânico e uma dona de casa eram da baixa classe média e deram tudo para a felicidade dele.
O jovem cedo foi trabalhar na HP e depois Atari e queria ser zen, seguindo o ascetismo. Fez sua viagem no ácido, no jejum e depois com Woniask lança a ideia de um computador para uso caseiro, nascia a Apple.
Quando já era um homem de negócios, descobre que sua companheira de haren krisna, Chrisnann estava grávida e nascia ai dessa relação Lisa, que como ele foi abandonado, também a abandonou.
Nesse período a Apple crescia com o Apple I e Apple II, depois o Machitosh e com os arroubos de distorção da realidade de Steve Jobs, que tentava fazer sua equipe perceber que eles poderiam construir uma experiência única para o usuário desde o hardware, ao software, tudo integrado, mas não podia deixa de usar os serviços da Microsoft de Bill Gates, que depois o próprio Jobs acusou de copiar a interface gráfica do seu computador.
Com o crescimento da empresa, chega Sculley, o mago do marketing da Pepsi, que Jobs convenceu para ele não vender "água com açúcar o resto da vida, mas sim mudar o mundo", Não era fácil viver com Jobs e por isso era esperado sua saída da empresa que fundou.
Na Next um recomeço, tudo outra vez, cada passo de novo. Ai vem a Pixar e o reconhecimento da capacidade empreendedora de Jobs com o Oscar da animação.
A volta a Apple, a vingança, a presidência executiva e o Imac. Os seus arroubos de loucura continua, mas agora para soerguer a empresa, com a vinda depois do IPod, IPhone e IPad.
O casamento e os filhos, a aproximação com a filha Lisa, com a mãe e a descoberta da irmã escritora, Mona.
A luta contra o câncer o legado de uma vida. Esse livro fala por si só,  586 páginas de uma história revolucionária, que no ensinou o "Pense diferente". "No fim o que conta é a viagem".
Eu mesmo que li esse livro sei que a ideia de ser diferente, de ir adiante é sempre um desafio a mediocridade que estamos mergulhados constantemente. Na vida quando a gente comete erros, ou exagera nas nossas críticas as pessoas e depois no fim vemos que erramos, ou mesmo que tínhamos razão, o que importa mesmo é fazer a viagem dessa vida valer a pena. Não nascemos para sermos pouca coisa e sim para fazermos realizações grandiosas.
Jobs maltratava os outros para que seus produtos fossem os melhores. Ele queria uma equipe nível A na sua empresa e as vezes não aceitava sua ideia, mas se você fosse insistente ele acabava se dobrando se usa ideia fosse boa mesmo.
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