terça-feira, 13 de setembro de 2016

Club de Cuervos 1° temporada Netflix

Mais um original Netflix, a primeira temporada do Club de Cuervos  de 2015 trás a estória de um clube de uma pequena cidade próxima a Cidade do México. O dono do clube, Salvador Iglesias morre e seus dois filhos Chava Iglesias (Luis Gerardo Méndez) e Isabel Iglesias (Mariana Trevinõ) brigam para comandar a equipe de Novo Toledo.

     Em 13 episódios acompanhamos uma confusão atrás da outra. Quando o Chava, cheio de gostos excêntricos assume a presidência e começa a tomar medidas diferenciadas do que o vice-presidente Félix tinha planejado no “Plano de oito anos”. Uma delas é trazer por 30 milhões o astro do Barcelona Aitor Cardone, que acaba dividindo o elenco e deixando a equipe em queda livre a beira de ficar a uma derrota de cair da divisão de acesso do futebol mexicano.
     Sem lhe contar mais nada, para que você mesmo veja e tire suas conclusões, o que posso falar é que essa série nos faz lembrar os nossos times de coração. Eu me lembro do meu Ceará Sporting Club. Mais precisamente o ano de 2011, quando estávamos disputando a Série A, do futebol brasileiro e tínhamos um forte elenco, com Osvaldo, Michel, Heleno, João Marcos, Iarley, mas cada um mais cheio de ego, que o outro e depois que a diretoria resolveu trazer um jogador campeão da Chapions League pelo Barcelona, Edmilson, as coisas começaram a desandar, vimos que os jogadores começavam a perder bolas fáceis que até parecia ser de propósito, para não ter que jogar para o craque campeão mundial pela seleção brasileira em 2002.
     Eu ia aos estádios e vibrava com um craque de nível internacional no nosso clube, mas eu via claramente a imprensa “pici” criticar o Edmilson, que fez dois gols de falta, um contra o Coritiba e outro contra o Bahia, que ajudou o Ceará a vencer essas partidas, mas a cobrança era imensa.
     Isso posso comparar, com a estória fictícia do Club de Cuervos, que quando Aitor Cardone estava nele, jogadores como Moyses, se sentiram desprezados e acabaram saindo da equipe. Desse jeitinho, igual acontece em vários clubes do Brasil, quando um ídolo consagrado da Europa volta e tenta a sorte de novo em sua terra natal e acaba sendo boicotado pelos companheiros.
     Eu me lembro claramente do Ronaldinho Gaúcho, no Atlético (MG), que com o craque e suas jogadas geniais foi campeão da Libertadores da América, mas logo depois a equipe jogava e praticamente não passava a bola para ele. E claro que Ronaldinho também começou a viver uma vida pregressa extra campo e teve quer sair.
     Futebol é assim mesmo. Mexe com a paixão de muita gente e as massas se agitam e cobram da diretoria e por isso é necessário ter equilíbrio para saber qual decisão melhor tomar.


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