quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Cidade de Deus - 10 Anos depois (Vi no Netflix)

Com direção de Cavi Borges e Luciano Vidigal, o documentário retrata há vida das pessoas que fizeram parte do filme Cidade de Deus de 2003, dirigido por Fernando Meireles e que concorreu a quatro categorias no Oscar e esteve em festivais e cinemas do mundo todo.

Seu Jorge, Alice Braga, Lendro Firmino da Hora (Zé Pequeno), Roberta Rodrigues, Darlan Cunha, Thiago Martins, Douglas Silva (Dadinho) e Alexandre Rodrigues. Alguns desses você ainda vê por aí, como por exemplo o cantor Seu Jorge que no filme fez o papel de um trocador de ônibus pai de família, que depois vira criminoso por causa de vingança.
Alice Braga, hoje em dia está nas telas de cinema internacional, com participações em filmes norte-americanos. Douglas Silva está no Esquenta com Regina Casé. Outros se perderam.
Já tinha visto ouvido falar do documentário que é de 2013 e nesses dias entrou no catálogo da Netflix, mas acabei assistindo no sábado, depois de ver meu irmão Neto Alves comentando que tinha visto e gostado. Eu também gostei dessa película, pela sua forma direta de mostrar como as vezes a vida imita a arte e que as portas do sucesso ou da fama, são extreitas e se paga um preço para conquistar um lugar ao sol.
Concordo quando meu irmão disse que, por coicidência apenas as pessoas menos escuras do filme continuaram na carreira de ator, já os mais escuros, tiveram menos trabalho, seja por causa de preconceito mesmo da nossa sociedade, ou por escolhas próprias desses jovens.
Oportunidades ainda faltam para os jovens negros e da periferia. alguma coisa melhorou com o governo do PT de Lula e Dilma que trouxeram os mais pobres a terem acesso as universidades por meio do Prouni e das cotas raciais e sociais, mas ainda a sociedade como um todo tem muito receio de assumir que somos no Brasil uma populaão miscigenada.
Foi o caso que esses dias eu ouvi num programa de auditório, que não me lembrou se era o AdNight ou Programa do Porchat, mas sei que eles falaram claramente sobre a falta de assumirmos essa identidade. O exemplo citado foi quando disseram que as pessoas escolhidas para a Copa do Mundo e Olimpíadas Rio foram mulheres brancas e ricas, no caso Fernanda e Giselli Bundchen, quando apesar de serem lindas não representam a cultura brasileira que é misturada por excelência.

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