terça-feira, 9 de agosto de 2016

Antes procuravamos democracia, hoje procuramos Pokémon Go

Second Life tinha uma forma de realidade virtual bem interessante, que envolvia uma "vida" no mundo virtual. Seria um sistema de vida que já vimos em filmes como Matrix. A especialidade para falar de jogos virtuais vem de quem joga e por isso não vou me ater a termos técnicos. Só quero comentar um pouco sobre essa febre que invadiu o Brasil desde a última quarta-feira (03/08) e contagia jovens e adultos com seu celular na mão em busca de vencer obstáculos nesse jogo que gera muita grana a seu criador.

Na Beira Mar de Fortaleza, onde trabalho eles passam em grupos, de cabeça baixa e sem nem notar o que lhes cercam. Segundo comentários de policiais que ficam de plantão na casa do turista, teriam sido roubados 10 celulares de jogadores só na sexta.
A minha namorda disse que a amiga da sobrinha dela pagou até taxi e saiu por aí procurando Pokémon.
Casos em vários países de acidentes foram constatados. Mas vale há pena jogar? Não posso criticar o gosto das pessoas, mas posso dizer que existe um lado bom em certas ocasisões e um lado ruim em outras.
O lado bom é que a interação que leva segundo relatos as pessoas a saírem da depressão pe importantíssima. Quantos senhores passavam domingo ao lado das netas ou filhos interagindo e compatilhando uma busca.
Mas tem o outro lado de fazer as pessoas apenas olharem para o seu mundo e focarem naquele campo sem levar a uma interação com o ambiente como um todo. Hoje se nota jovens que estão buscando coisas sem sentindo que muitas vezes não levam a nada. Pode até ser mesmo esse objetivo, levar a nada e a lugar algum.
Antes os jovens se reuniam para participar do grêmio estudantil, existiam as lutas para a entrega da carteira de estudante, para o direito a meia cultural, pela busca do sonho de uma vida melhor com mais liberdade de expressão.
Vi milhares de pessoas nas ruas, pedindo o fim da corrupção e o fora Dilma e fora PT, manipulados em parte pela mídia. E hoje vemos essas pessoas sem mais participar e nem gritar fora Temer. Mas ele vem aí com um pacote de corte dos direitos trabalhistas.
E o Sérgio Moro que fala grosso contra petistas e fala fino contra tucanos. E a nossa justiça seletiva que persegue trabalhadores e deixa soltos ladrões.
É se é o lado ruim da não participação na sociedade e da seletividade de informações, mas só o tempo dirá se esse jogo terá melhorado ou piorado as pessoas, ou será só mais uma febre juvenil?
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