quarta-feira, 11 de maio de 2016

Deep Web: Até que ponto atos ilegais podem combater algum erro?

Esse documentário de 2015 que acabei de ver na Netflix, Deep Web é importante para se perguntarmos sobre várias situações recorrentes no mundo inteiro de violações de direitos individuais com a desculpa de combater o crime. Aqui no Brasil temos um caso clássico.
     Se compararmos o site de compras e vendas coletivas Silk Road, com OLX, podemos incorrer em alguns erros de visão sobre os negócios. Enquanto o site americano era criptografado para não se saber o real nome dos seus administradores, o site brasileiro é um aplicativo que tem dono e negocia de tudo um pouco no mundo “legal”, geladeiras, TV,s, carros, pranchas de kit surfe, etc.

     Enquanto o Silk Road permitia através da darknet (internet oculta), por meio Tor, que escondia os verdadeiros donos que faziam a comercialização de drogas online e assim uma rentabilidade melhor para os negociantes e o bom atendimento para os compradores. Da mesma forma que nessa internet invisível se via gente errada, até jornalista usa ela. Mas como ilegal venda de drogas o FBI teria quer ia atrás de quem estava por trás desse ramo.
     Apenas se sabia que um homem tinha um pseudônimo Dread Pirates Roberts, personagem fictício, que escondia segundo a investigação o verdadeiro autor do site Ross Ulbricht, um jovem de 29 anos na época da prisão em 2014, era engenheiro eletrônico, formado em Física e que se interessava pelo anarquismo e em dar mais liberdade para as pessoas sem a interferência do governo.
     Não posso falar sobre o mérito, se ele era ou não uma mente criminosa, porque ai você vê no filme e tira suas próprias conclusões, mas apenas que como milhares de outros intelectuais da nova geração ele se preocupou em garantir as pessoas o direito a privacidade, por isso a criptografia.
     Se nos formos pensar em Edward Snodew, que sempre denunciou à espionagem dos EUA as pessoas podemos entender um pouco desse pensamento dos cypherpunks, que visa mesmo dar as pessoas esse direito de não ter sua vida exposta, em nome da justiça.
     O que se questiona é até que ponto o ilegal é tornado correto para buscar criminosos. Aqui vimos com a Operação Lava Jato e seu juiz Sérgio Moro cometeu uma série de ilegalidades como conduções coercitivas sem justificativas, apreensão de documentos de contas na Suíça sem permissão legal do Governo do Brasil, prisões preventivas para forçarem delações premiadas. Em nome de combate a corrupção o PT virou o novo povo judeu. Até escutas ilegais e publicidade de falas da presidente Dilma Rousseff foi disponibilizada para imprensa, na véspera de Lula assumir como ministro chefe da Casa Civil, uma maneira de fragilizar o governo e depois vimos que fim está levando com o processo de Golpe contra a governanta eleita.
     A lei na internet deve ser cumprida de acordo com a legislação vigente em cada país, sem atropelos, mas também os juízes que vão julgar devem estar atentos a isso para não cometerem atos que depois poderá anular todo um trabalho de boa vontade.
     A Netflix trouxe essa película e vemos mais um caso em que as pessoas questionam a justiça, que não possibilitou a defesa do acusado Ross de questionar as testemunhas sobre realmente o que elas podem dizer sobre acusações contra ele.
     Depois desse dia, vi movimento de parlamentares no nosso país querendo criar nova lei que pode modificar o Marco Regulatório da Internet e amordaçar os cidadãos que criticam o governo, que no caso será de Temer interinamente.
     Quer dizer se você escrever algo que os governantes entendam como diferente e que os desagradem, serás processado talvez até penalmente, seria uma volta ao passado e um tipo de ditadura contra a liberdade que a internet hoje proporciona a todos.
     Tudo que foi conquistado pelos jovens hippies dos anos 60 e 70 no Vale do Silício que apesar de ter tornado eles milionários, também beneficiou a toda a população mundial, principalmente a Geração Y. Steven Jobs, Zukemberg, Bil Gates e outras mentes brilhantes tiveram seu papel importante nesse contexto e não se pode voltar jamais ao passado e deixa que algum governo, seja qual for controle a liberdade de fala de quem quiser falar.

     O certo mesmo é que para exercer uma liberdade se exige também que os monopólios da comunicação acabem e possam está na mão de multiplicadores da informação e não daqueles que hoje distorcem a verdade dos fatos, como no Brasil, o fazem: Record, Globo, UOL, Estadão e principalmente a Veja.
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