terça-feira, 10 de maio de 2016

A beleza de um mundo Dowton Abbey

Tenho que admitir, que antes da Netflix eu evitava ver séries de TV, porque as minhas últimas lembranças importantes obre ver esse tipo de literatura era na TV Globo, na extinta sessão aventura, com os episódios de Profissão Perigo, Duro na Queda, A Gata e o Rato, entre outros e depois com a TV por assinatura, nunca tinha tempo para estar em casa na hora x que os canais passariam os episódios.

     Depois que a Netflix chegou tenho a liberdade de ver cada temporada e episódio na hora que eu quiser e quando tiver tempo bem livre.  Por isso consegui ver as seis temporadas da produção inglesa Dowton Abbey, que acompanha a família Crawley, em uma propriedade fictícia em Yorkshire.
     A gente mergulha no mundo do Conde Robert Crawley que tenta ao lado da esposa Condessa Cora, educar as filhas Lady Mary, Edith e Sybil. Podemos perceber como era estratificada a sociedade desses tempos e como os criados e patrões tinham uma função bem definida em cada nível social.
     Gente que não gostava de misturar as classes, nem as religiões e nem muito momentos os gostos políticos, mas como a época era 1914 a 1930, muitas mudanças ocorriam e padrões que eram sólidos se dissolviam e mudavam muitos conceitos, não como hoje é claro que as mudanças de padrões acontecem no piscar de olhos.

A série como vocês que assistira já sabem trás personagens marcantes como Carson, que é motorista e depois virá um aristocrata, mas sem esquecer as raízes. Tomas Barrow, um valete, que tenta conviver com sua homossexualidade num tempo, em que assumir ser gay era a condenação, a prisão, mas ele também tem seu lado mal contra as pessoas que o cercam.
     Não quero entrar muito nos detalhes para não passar spoilers a vocês que ainda não viram, mas apenas dizer que a desigualdade ainda hoje separa o playboy e patricinha, do jovem da periferia e o capitalismo é a fonte de todos os males que ainda assolam nossas vidas.

     Mas do mesmo jeito que no período em que a série se passa as pessoas acham glamorosa a vida dos reis, condes, duques, hoje as pessoas simples também visualização os empresários e artistas como um padrão a ser copiado e essa busca incessante ás vezes leva a tristeza e decepção, apesar de nos dias atuais, pelo menos os bens “móbiles” aproximam mais um pouco todos, independente de classe da arena da discussão política.
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