quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Pálidos do Cotidiano

Grades, vultos, tumultos, apressados, esquecidos caminham assim.
Pessoas imensas, derrotas intensas ilusão de ser, de querer um trabalho qualquer que cure do ato de viver.
O ônibus partiu, um mundo levou, maravilhosas vidas, pessoas sedentas de dor.
Um pensamento escapa, detesta a retórica, o piloto automático, a vibração do silêncio, o barulho do motor.
Não precisa falar, o celular toca, fotografa, a música escolhe os ouvidos qualquer.
Remoído no imenso mar, de um estado de gozo qualquer, a semana nos tira a humanidade, a fraqueza, a cerveja, a boêmia, a incerteza que nos leva a crer.

Texto original no site Recanto das Letras
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