domingo, 4 de outubro de 2015

Um recebe menos e outros mais

A presidenta da república, Dilma Roussef anunciou durante essa semana a reforma ministerial. Com o corte de oito ministérios e a diminuição do seu salário, do vice e dos ministros em 10%. Antes o ganho dela e de cada pasta era R$ 30 mil e agora será de R$ 27 mil. Muito ainda né?
Não acho. Para as cobranças que têm eles, principalmente a chefe máximo da nossa nação, que praticamente não tem folga.
Isso comparo com outras profissões, como por exemplo: técnico de futebol. E não vou muito longe. Aqui em Fortaleza, recentemente o Ceará Sporting Club contratou o treinador Lisca por R$ 80 mil mensais, com a missão de evitar o rebaixamento da equipe alvinegra há nove rodadas do fim da Série B.
Se o vozão cair vai ter chororô, mas depois a vida continua, mas se o Brasil não der certo todos nós sofremos as consequências.
Fico aqui pensando. Quantos executivos de multinacionais ganham de lucratividade, enquanto são os sulbalternos que pagam mais impostos? Quantos casos de Neymar, que sonegam impostos devem existir por aí, como no caso da Operação Zelote?
A dificuldade econômica no nosso país é clara, porém quem realmente paga por isso? Os analistas dos grandes veículos de comunicação simplificam a conta e escolhem seu alvo: o PT é claro.
Acham que dessa maneira burguesa de ver a realidade pode salvar o Brasil? A corrupção é sistêmica e a mídia usa lupa, quando quem é o investigado é alguém do PSDB, logo dizem que o judiciário tá a serviço do governo petista. 
Caso emblemático é o do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB -RJ), que está bem enrolado na Operação Lava Jato, mas a mídia e principalmente os partidos de oposição poupam ele, pois querem seu apoio para um eventual impeachment da presidenta Dilma.
Ou seja, não querem o fim da corrupção, mas o fim do PT. O que diga os grandes grupos midiáticos. Que no momento dão todo espaço a "Dudu” para se defender e atacar o governo, que, aliás, tem seu vice Temer sendo do PMDB.
O fim da doação privada de empresas as campanhas políticas que o STF votou a favor e Dilma vetou a proposta da reforma política elaborada pelo Cunha, mostrou como o Brasil tem lado. E vimos de que lado o ministro do STF, Gilmar Mendes está ao ser o interlocutor tucano no Superior Tribunal Federal.
Sem esquecer o Reinaldo Azevedo, o Gentili e os Marinhos da vida.
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