domingo, 2 de agosto de 2015

Entre Abelhas: Um mundo que desaparece

Breve comentário sobre o filme brasileiro de drama com atuação de Fábio Porchat

            Agora a poucos dias pude ver o filme Entre Abelhas dirigido por Ian SBF e que tem como protagonista Bruno (interpretado por Fábio Porchat). O comediante e ator também assina o roteiro desse drama.
Bruno apaga a parte ruim da vida

Quando resolvi ver a película foi apenas com a curiosidade de conhecer como se comportaria, um ator que faz a gente rir todos os dias com suas atuações no filme e peça Meu Passado me Condena e também no programa Tudo pela Audiência.  Além das suas aparições em stand comedy pelo Brasil a fora.
            Mas quando comecei a ver o desenrolar do personagem principal que é editor de vídeos e começa a sofrer de um distúrbio que apaga as pessoas da sua vida, entrei de fato na estória. Que se não é um clássico de dramaticidade ao pé da letra, trás uma reflexão sobre o que a gente realmente dar importância as nossas vidas e quem escolhemos para nela viver.
            Muitos instantes da nossa vida ficamos como Bruno olhando para um vazio qualquer sem saber o porquê do que acontece conosco. Vivemos nesse mundo tão cheio de pessoas ruins e que é más intencionadas friamente, que acabamos sendo solitários com nosso próprio mundo particular, ou fingimos que gostamos das mesmas coisas que “eles” gostam para não ficarmos de fora.
            Já ouvi em algum lugar, ou estou tirando isso da minha cabeça agora. Que para a gente não ser “alvo” das invejas, dos maus olhados e das perseguições dos outros deveríamos se misturar e rir só para que pensassem que temos os mesmos gostos.
            Na maioria das vezes eu me afasto e busco focar nos meus projetos, mas aí as pessoas em volta percebem e tentam me minar de alguma forma. O personagem está tão diferenciado no “seu mundo”, que acaba perdendo tato com os outros habitantes da sua cidade.
            A crítica e a opinião pública em comum sempre tentam qualificar os filmes brasileiros, como violentos, de sacanagem, ou de humor e esquecem que existem outras vertentes interessantes. Acho que lá fora ainda não reconheceram com a devida honra nossos filmes.

            Já vi Madame Satã, Bicho de Sete Cabeças faz bastante tempo e esteticamente falando são produções de baixíssimo custo e elevada qualidade. Claro que quando você liga sua TV na internet e quer ver no Netflix, um filme só mesmo para reproduzir o cotidiano e se depara com Bloodline  aí vemos que independe do canal, mas sim da idéia que pode contagiar as pessoas de bom gosto. 


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