quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dra. Silvana critica em pronunciamento na Assembleia diretriz que retira neonatologista do parto cesário

Deputada Dra. SilvanaDeputada Dra. SilvanaFoto: Paulo Rocha
A deputada Dra Silvana (PMDB), em pronunciamento durante o segundo expediente da sessão plenária desta quarta-feira (20/05), reforçou as críticas feitas anteriormente pelo deputado Heitor Férrer sobre a possibilidade de o Ministério da Saúde adotar uma nova diretriz sobre operação cesariana. Pela medida, seria dispensada a presença do médico neonatologista na sala de cirurgia, quando não houver risco para o bebê e para a mãe. A proposta é defendida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Para a parlamentar,  “a assistência ao recém-nascido é importante, com a presença do pediatra habilitado em ventilação com balão e máscara. Infelizmente, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, acha normal tirar o profissional do parto cesário. "Se esse ele estivesse fazendo uma campanha para estimular o parto normal eu não estaria dizendo nada contra. Dói meu coração achar que, na saúde, estamos andando como caranguejo, para trás”, pontuou.
A parlamentar citou estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), feito em 35 maternidades públicas de 20 capitais brasileiras, que comparou a assistência a 6.929 recém-nascidos entre as 37°e 41° semanas de apresentação cefálica sem anomalias congênitas. O documento comprova que 4,7% dos nascidos de cesárea não urgentes e 3,3% nascidos de parto vaginal necessitam de ventilação com balão e máscara.
O relatório diz ainda que o risco de morte aumenta em 16% a cada 30 segundos de demora para iniciar a ventilação com pressão positiva até o 6° minuto após o nascimento. Por isso, a recomendação da SBP é que o parto seja realizado pelo pediatra treinado em todos os procedimentos de reanimação neonatal.
A parlamentar também criticou o programa Mais Médicos, com profissionais estrangeiros contratados sem o Revalida, que, segundo ela, “apenas “enganou o povo do Ceará”. “ Se os nossos médicos tivessem carreira de Estado, eles iriam ao Interior prestar assistência à população, mas eles são pais de família e, quando muda o prefeito, todo mundo é demitido”,  afirmou.
Dra. Silvana também comentou as medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff nos primeiros meses do segundo mandato. “Está acontecendo nesse governo uma enxurrada de medidas antipáticas. Dizia-se que não se mudaria nada e que a situação estaria tranquila, mas aí vem um ajuste fiscal, que arrocha a vida dos trabalhadores”, criticou.
CE/CG
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