quinta-feira, 14 de maio de 2015

Audiência pública debate atuação da Ematerce junto aos agricultores

Audiência pública debate situação da Ematerce e sua atuação junto aos agricultores do estadoAudiência pública debate situação da Ematerce e sua atuação junto aos agricultores do estadoFoto: Edson Junior Pio

A Comissão de Agropecuária realizou audiência pública, na tarde desta quarta-feira (13/05), para debater a situação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce) e sua atuação junto aos agricultores do estado do Ceará. O debate foi proposto pelo vice-presidente da Comissão, deputado Carlos Matos (PSDB).
Ao abrir os trabalhos, o presidente da Comissão, deputado Moisés Braz (PT), destacou a importância desse debate para discutir os problemas relacionados à assistência técnica e à estruturação da Ematerce.

Já Carlos Matos ressaltou que “a assistência técnica é necessária para diminuir a pobreza, com o foco no aumento da produtividade”. Entretanto, alertou que, hoje, “70% dos agricultores no Ceará não recebem uma assistência adequada”.

De acordo com Carlos Matos, para reverter essa situação, é preciso um apoio maior da Ematerce às famílias. O deputado disse que hoje, para atender 20% desses trabalhadores, são necessários mais 700 técnicos. Segundo ele, a Ematerce conta com apenas 360 técnicos concursados, sendo que quase 90% deles já estão aposentados. Atualmente, a maior parte do trabalho é feita por técnicos contratados.

“A situação é ainda mais preocupante, pois, em dezembro, tínhamos mil técnicos do programa Agente Rural, mas já perdemos 450, devido a problemas no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Por isso, 100 mil agricultores que não foram cadastrados na agricultura familiar por esses agentes não conseguem acompanhamento nem conseguem entrar nos programas”, ressaltou.

O presidente da Ematerce, Antônio Rodrigues Amorim, fez um relato sobre a história da assistência técnica no Brasil e os problemas que ainda afetam a produção agrícola no Ceará. De acordo com ele, o Estado está atrasado em termos de tecnologias em relação a outras regiões dentro do País.

Ele citou que, desde 1988, foram criados o programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e outras organizações e programas do Estado, como o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), para apoiar o agricultor familiar. Destacou ainda a criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e chamou a atenção também para a construção da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, em 2003, e para o trabalho de cooperativismo no momento em que a produção de alimentos passa a ter prioridade.

Estiveram presentes ao debate o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Flávio Viriato Sabóia Neto; o delegado federal do MDA no Ceará, Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira; o presidente do Instituto Agropolos, Bruno Eloy Farias Araújo; o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Expedito José do Nascimento; o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Vinícius Pereira Guimarães; o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Roberto Gomes; o presidente da Empresa de Leite e Negócios, Raimundo José de Couto, e o ex-presidente da Ematerce José Maria Pimenta.
CE/CG
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