sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A Biografia de Getúlio Vargas e sua Repercussão em Duas Gerações de Leitores por Roberto Eduardo

O jornalista Roberto Eduardo em seu blog Pensando desde 1978 trás uma reportagem em forma de entrevista sobre a biografia de Getúlio Vargas. Na oportunidade ele, conversa com o jornalista Paulo Verlaine Coelho e comigo Carlos Emanuel, sobre a trilogia escrita pelo cearense Lira Neto, premiado com o Prêmio Jabuti, veja abaixo na integra: 

Por Eduardo Fontenele e Rodrigo Batista
O presidente Getúlio Vargas (1882-1954) foi um homem múltiplo, multifacetado, e hoje é um mito, devido às suas realizações e à forma como morreu. Seu suicídio o credenciou a permanecer no imaginário dos brasileiros até os dias atuais. Em 2012 começou a sair pela Companhia das Letras a trilogia biográfica sobre Vargas, escrita pelo cearense Lira Neto (51), jornalista e escritor especializado em biografias.
O primeiro volume da trilogia recebeu o título de Getúlio – Dos anos de formação à conquista do poder (1882-1930). O segundo volume Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945) foi agraciado com o Jabuti em 2013 na categoria Biografia, Não-Ficção. A trilogia foi encerrada este ano, com Getúlio – Da volta pela consagração popular ao suicídio (1945-1954), com forte repercussão entre os leitores de biografias e entre os admiradores do “Pai dos Pobres”, como era chamado o presidente. Esta reportagem tem o intuito de dar uma pincelada na repercussão da trilogia entre dois jornalistas cearenses de gerações diferentes, mas com o mesmo interesse na vida do estadista.
Segundo Livro
O livro premiado com o Jabuti – Fonte: Site da Companhia das Letras
Carlos Emanuel Bezerra Alves é um jovem jornalista, blogueiro e aspirante a escritor, de 35 anos. É filiado ao PT.
Paulo Verlaine Coelho é um veterano das redações, de 64 anos, que atuou nos jornais O Povo e Diário do Nordeste, foi ombudsman do primeiro. Lançou este ano, em parceria com o jornalista Salomão de Castro (37), a biografiaCompanheiro praiano: 30 anos de vida pública de José Airton Cirilo. É assumidamente getulista.
Entrevista com os jornalistas Carlos Emanuel e Paulo Verlaine sobre a biografia de Getúlio.
  1. O que você pensa sobre essa febre por biografias aqui no Brasil?
Emanuel: “Acho bacana, pois há uma necessidade da sociedade em geral conhecer seu passado e sua história e muitas vezes durante os estudos, seja do ensino infantil, fundamental e médio, o que sabemos é apenas o básico, uma história contada pelos vitoriosos, que ganharam a guerra, ou baseado nos relatos da mídia da época que quase sempre está ligada a interesses de A ou B. Quando estamos lendo uma biografia, sabemos as particularidades do estadista ou mesmo suas decisões mais íntimas e assim formamos um juízo maior sobre suas mais importantes razões e porque ele tomou essas atitudes”.
Verlaine: “É um fenômeno relativamente recente e eu acho interessante, porque resgatou a história da nação. Procurou resgatar, está resgatando figuras que merecem ser biografadas, figuras com vidas interessantes, que não são conhecidas do grande público. É um fenômeno interessante”.
carlos emanuel reporter
O jovem jornalista Carlos Emanuel – Fonte: Site do jornal Une Vila
  1. Você acha que é a obra definitiva sobre Getúlio Vargas?
Emanuel: “Foi muito interessante ler a primeira parte da biografia desse governante. Que conta a história de Getúlio Vargas do nascimento, ainda em São Borja, até o momento da viagem de trem até o Rio de Janeiro, onde tomaria posse num golpe revolucionário no cargo máximo de presidente. Getúlio estudante, observador, homem sereno que esperava o momento certo para tomar as atitudes. Até o último momento se manteve contrário a um golpe de estado, até que juntou os apoios políticos necessários. Getúlio esperou que o chefe maior do seu partido caudilho decidisse sobre seu rumos, enquanto ele era ainda deputado obediente, depois virou presidente do Rio Grande do Sul e Ministro da Fazenda.”
Verlaine: “Eu considero até o momento a obra definitiva, é claro que o Getúlio é um manancial de figura humana, que ainda pode ser que alguém descubra mais alguma coisa sobre ele e é claro que vai descobrir. Eu acho que o Lira conseguiu fazer um trabalho abrangente sobre Getúlio Vargas.”
PAULO VERLAINE
O jornalista veterano Paulo Verlaine – Fonte: Facebook
  1. O Lira Neto é um excelente biógrafo?
Emanuel: “Só conheço esse trabalho dele. Cheguei a ver algumas entrevistas dele em alguns programas de TV e sei que ele já fez biografias importantes como a de Padre Cícero. Sei que para fazer essa pesquisa ele se dedicou muito e contou com o apoio de auxiliares que fizeram parte da pesquisa em mais de um ano de trabalho para o primeiro volume. Ele fez um bom trabalho comparando com outras biografias que vi, como o Chatô [O rei do Brasil, 1996, de Fernando Morais], O Anjo Pornográfico [1992, de Ruy Castro] eEstrela Solitária [1995, idem].
Verlaine: “Eu até digo que sou suspeito pra falar porque ele, além de ser meu colega, trabalhou comigo, é meu amigo no jornal, trabalhei com ele em dois jornais, no Diário do Nordeste, trabalhei com o Lira Neto no O Povo, e muitas vezes nós conversávamos, saíamos para conversar, trocar ideias em alguns bares e ele me dizia, já me dizia isso nos anos 90, início dos anos 90, que o grande sonho dele era ser escritor e é isso. Ele conseguiu. Eu fico muito feliz por ele ter atingido a meta que ele se propunha, e atingiu com muita felicidade. Hoje, Lira Neto é um nome nacional, e que muito me orgulha por eu ter tido o prazer de ser amigo dele.”
lira-neto
O jornalista e escritor Lira Neto – Fonte: Blog Literaturma
  1. Você aprova a polêmica técnica de pesquisa do autor?
Emanuel: “Como falei na outra resposta sobre isso e posso avaliar que depende muito de cada situação. O autor, para fazer um trabalho sozinho sobre um homem importante como Getúlio Vargas, é necessário uma pesquisa mais extensa e depende sobretudo de recursos da editora pela qual foi contratado para executar a missão. Vejo que o mais importante é que na hora de escrever ele possa focar nos detalhes mais importantes e veja na pesquisa o que realmente faz a trama de um livro-reportagem como esse se tornar mais interessante. A verossimilhança com o que realmente aconteceu depende do ângulo do pesquisador. Podem haver duvidas sobre esse ou aquele fato, o que é boato e o que realmente é verdade e para isso tem-se de beber de várias fontes para não cair na armadilha de repetir velhas formas de apuração e conclusão dos trabalhos.”
Verlaine: “Até certo ponto, eu aprovo, principalmente quando se trata de uma figura como a de Getúlio Vargas, um homem multifacetado, que tem nuances. Locais por onde passou. Fatos marcantes. Que merecem, que se ele fosse passar, ele, Lira Neto, se dedicando a pesquisar sobre Getúlio Vargas, essa trilogia que ele fez ia durar muito mais tempo do que levou. Ele entregou em tempo quase recorde, graças a essa equipe. Mas isso aí é válido, devido à dimensão que o biografado tem. Getúlio Vargas foi um homem que influenciou e ainda influencia o Brasil de hoje”.
Verlaine define as origens de Getúlio desta forma:
“Uma pessoa que teve suas origens no Rio Grande do Sul, toda aquela cultura gaúcha, todo o segmento gaúcho, teve uma trajetória interessantíssima, chegou a governar o país durante quinze anos como ditador, uma parte do governo provisório, no início da ditadura de 87 até 45, era ditadura, depois foi deposto, retirou-se para o exílio em sua terra natal, o Rio Grande do Sul. Um exílio interno e depois voltou consagrado nas urnas pelo povo.”
E retoma seu argumento sobre o tema da peculiar forma de apuração de Lira Neto:
“É uma figura tão complexa que só uma pessoa não poderia cobrir, como pesquisador, abrangendo toda a trajetória e a complexidade da figura do Getúlio. A equipe auxiliou o Lira Neto com muita competência. Mas o Lira também, ele teve a visão de escolher pessoas boas e ele acompanhou, ele supervisionou essa equipe, e o texto é do Lira. Ele pegou elementos e transformou no livro, numa trilogia, que hoje é, para quem quiser entender Getúlio Vargas, entender o Brasil, passa a ser um livro de referência”.
Getúlio
O primeiro volume da trilogia Fonte: Blog Botequim cultural
  1. Houve suicídio? Conspiração? Influência americana?
Emanuel: “Pode ser que realmente Getúlio tenha se matado devido à pressão da opinião pública da época ser grande. Nomes como Carlos Lacerda e seu jornal Tribuna da Imprensa se achavam revolucionários por combater um “ditador”, como Getúlio Vargas, mas na verdade eles tinham inveja da popularidade de Vargas, coisa que hoje acontece com a mídia golpista brasileira contra a figura de Lula e Dilma e do PT. Quando os líderes mais ligados ao centro, ou as elites vêem sua influência se perder, começam a arrumar um bode expiatório para os seus problemas. Agora na questão da versão sobre o suicídio é muito complicado afirmar alguma coisa com certeza plena. Pode ter sido assassinado e a carta de despedida ter sido escrito por outra pessoa. Se fosse hoje a história poderia ser outra com as redes sociais e as novas mídias digitais, logo essas dúvidas ficariam esclarecidas porque além da opinião oficial dos jornais de oposição teríamos as versões dos blogueiros progressistas.”
Verlaine: “Pura teoria da conspiração. Getúlio era um homem calculista, orgulhoso e que jamais iria deixar o Palácio do Catete pela segunda vez, humilhado, escarnecido pelos seus detratores. Quem conhece através dos livros a personalidade do Getúlio, vê que o suicídio sempre foi uma fixação na vida dele. Ele sempre pensou nisso em momentos difíceis. Quanto à questão da teoria da conspiração, chega a ser até risível isso aí, por que os fatos estão lá, a filha dele estava lá, a Alzira Vargas, foi quem correu para o quarto do pai quando ouviu o disparo, e abraçou-se com ele. E Lira Neto, com muita propriedade, no primeiro volume, ele fala desta quase obsessão do Getúlio pelo suicídio. Não sei o suicídio, assim, tipo depressivo, mas aquele suicídio heróico, um suicídio, assim, que seja de um ato contra os inimigos, como de fato aconteceu. O Getúlio, no momento, até antes do suicídio, estava execrado. Inclusive, os setores da população, não os trabalhadores, as pessoas humildes, essa classe média, que está aí, a cobrar de Dilma, de Lula, esse mesmo tipo de gente, estava a exigir a renúncia vergonhosa de Getúlio Vargas, e ele se vingou de todo esse pessoal de uma maneira que ele achou própria, o suicídio”.
Paulo Verlaine 2
Paulo Verlaine – Fonte: Site Segunda Opinião
Verlaine comenta sobre o Atentado da rua Tonelero:
“Agora só uma questão interessante aí, isso aí merece como reflexão, e não é teoria da conspiração, e o Lira trata bem do assunto, é a questão do atentado ao Carlos Lacerda. Houve o atentado, figuras da guarda pessoal do Getúlio, sem o conhecimento dele, quiseram proteger o chefe de uma maneira desastrada, que contribuiu até para o seu suicídio. Mas o Carlos Lacerda aproveitou-se demais deste episódio, e há quem diga, há depoimentos, inclusive, que o livro cita, do próprio Carlos Lacerda, o próprio Carlos Lacerda, dizendo, em tom de desespero, chorando, para o repórter que é da confiança dele, que teria, ele, Lacerda, sido o autor dos disparos, involuntariamente, claro, que matou o Major Vaz, para se defender”.
E conclui:
“Os dois iam chegando, estavam se despedindo, quando alguém atirou, o Lacerda correu, começou a atirar também, nessa troca de tiros, as balas do Lacerda atingiram o Major Vaz, e isso aí não vou dizer que aconteceu, mas o próprio Lacerda não tinha dúvidas sobre isso. Isso está no livro, o Lira coloca no livro dele também que o revólver do Carlos Lacerda nunca foi periciado. Se existe alguma dúvida, não é por conta do suicídio do Getúlio. É se o Major Vaz foi morto pelos pistoleiros que tentaram matar Lacerda ou, involuntariamente, foi vítima das próprias balas do Carlos Lacerda em defesa dos tiros que aconteceram quando os dois estavam chegando. O Major Vaz era uma espécie de guarda-costas do Carlos Lacerda, foi deixá-lo no edifício Litoral e foram surpreendidos pelos tiros. O Lacerda já estava armado e o Major Vaz ficou no meio do fogo. Isso pode ter acontecido, se existe dúvida, é essa. Outra, nenhuma”.
getúlio
O último volume da trilogia – Fonte: Site da livraria Saraiva
  1. Você acha importante falar de Getúlio e de seu legado 60 anos após sua morte?
Emanuel: “Claro, o ‘Pai dos pobres’ contribuiu, e muito, para a classe trabalhadora com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho e os direitos trabalhistas e para uma forma mais unificadora do Brasil. Ele soube como poucos sabem hoje, exceção de Lula, usar a propaganda para enaltecer seus feitos. Com um Congresso Nacional sempre cheio de vícios necessitamos de um político com mais energia para fazer as mudanças que o país necessita sem ficar refém dos senadores e deputados federais.”
Getúlio deixou como legado a CLT, a Petrobrás e muitos herdeiros políticos. Seu nome ainda é relevante no universo da política brasileira, isso pode ser percebido no Populismo de líderes como Lula.
Verlaine: “Getúlio é ainda uma figura marcante da política brasileira. Ele tem herdeiros. É popular. Um herdeiro direto de Getúlio Vargas foi o Leonel Brizola, e hoje, Lula. São herdeiros de Getúlio. Lula começou nos sindicatos fazendo política anti-Getúlio. Hoje, ele já se considera herdeiro do Getúlio. Mas quando ele começou no sindicato, ele fazia questão de dizer que era… combatia a herança de Getúlio no movimento sindical. Hoje, o PT copia e exalta a figura do Getúlio, antes execrava.”
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O presidente Getúlio Vargas  Fonte: Wikipédia
  1. Vargas foi um ditador cruel, que entregou a judia Olga Benário aos nazistas, ou foi “O Pai dos Pobres”?
Emanuel: “Ele foi as duas coisas. Quando ele entregou a Olga Benário para o Hitler, ele estava fazendo uma defesa de seu governo. Pois existia uma possibilidade de um golpe comunista no Brasil, ou pelo menos ele pensava que existia isso. E quando ele está no Estado Novo sofrendo com críticas ao seu governo resolve abraçar os trabalhadores com medidas populistas e tenta cercear a liberdade de imprensa e passa a perseguir os sindicatos e coloca em seu lugar associações que são mais paternalistas do que emancipatórias.”
Verlaine pondera sobre a questão envolvendo a conduta de Vargas ao entregar Olga Benário aos nazistas e a personalidade multifacetada, e, possivelmente, bipolar do ditador. Ao mesmo tempo que era capaz de gestos de grandeza ao ponto de ser chamado de “Pai dos Pobres”, era capaz de atrocidades como o ato de entregar Benário aos seus algozes alemães.
Verlaine: “Todo ditador é cruel. Ditador bonzinho, não existe. A questão da Olga Benário é dolorosa. O Luís Carlos Prestes, que foi preso, e teve sua mulher, Olga Benário, deportada para a Alemanha. A Olga era, além de comunista, era judia. Deportar uma pessoa com essas duas condições para a Alemanha, significava enviá-la para a morte. E o Luís Carlos Prestes foi preso, passou dez anos ou mais nos cárceres da ditadura de Getúlio Vargas, mas depois de libertado, sentiu que as forças conservadoras, que ele chamava de reacionárias, estavam contra Getúlio. E se aliou, de certa forma, a Getúlio Vargas”.
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Olga Benário Prestes – Fonte: Blog Menina classe A
E Verlaine ainda acrescenta:
“Eu não diria que ele perdoou o Getúlio, por isso não, ele foi muito pragmático como político, frio, e Getúlio Vargas também era. Os dois chegaram a, depois, de tudo isso, a estarem presentes juntos em um mesmo palanque. Foram fotografados. Prestes apoiando Getúlio Vargas, não houve cumprimentos pessoais, o próprio Prestes fez questão de dizer isso. Mas o Prestes esteve no palanque com Getúlio. Agora, julgar isso aí é meio complicado, porque Prestes se julgava um político que deixava o lado pessoal em segundo plano, para se preocupar com problemas propriamente políticos ou do povo, dos trabalhadores, como ele dizia. Getúlio, por sua vez, era um homem também prático, os dois conviveram no palanque. Não houve cumprimentos, mas o Prestes esteve lá para dar sua solidariedade a Getúlio, que naquela época, estava acossado também por forças reacionárias. Forças que queriam destruir o que Getúlio tinha conseguido para a classe trabalhadora.”
Luis Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes – Fonte: Wikipédia
Além da trilogia sobre Vargas, Lira Neto escreveu: Maysa – Só numa multidão de amores (Editora Globo, 2007), Padre Cícero – Poder, fé e guerra no sertão(Companhia das Letras, 2009), O inimigo do rei: Uma biografia de José de Alencar (Editora Globo, 2006), Castello: A marcha para a ditadura (Contexto, 2004), O poder e a peste: A vida de Rodolfo Teófilo (EDR, 1999) e A herança de Sísifo: Da arte de carregar pedras como ombudsman na imprensa (EDR, 2000).
João de Lira Cavalcante Neto estudou Filosofia na Faculdade de Filosofia de Fortaleza, Letras na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e Jornalismo na UFC (Universidade Federal do Ceará). Foi professor de História, Redação e Literatura, antes de se dedicar ao Jornalismo. Iniciou no Jornalismo como revisor do Diário do Nordeste, depois entrou em O Povo, onde foi repórter, editor e ombudsman.
Posteriormente, tornou-se poeta marginal. Escreveu os folhetos Gamões & Fliperamas, Roteiro dos círculos e Girassol marginal. Já em São Paulo, publicou artigos, entrevistas e reportagens. Além de jornalista e escritor consagrado, também é editor de livros. Com o livro-reportagem O inimigo do rei: Uma biografia de José de Alencar ganhou seu primeiro Jabuti.
Confira esse e outras matérias e resenhas no blog Pensando desde 1978
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