quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Fortaleza Esporte Clube uma sina vivida na Série C e o problema de estar tão mal

Uma história de dor e sofrimento para torcida tricolor mais uma vez foi determinada por apenas um jogo e uma torcida que lotou a Arena Castelão, para torcer por uma subida do Leão para Série B em 2015 sai triste e destrói parte do estádio.
Foto: Natinho Rodrigues (Diário do Nordeste)

A verdade é que a fórmula de disputa da Série C, não premia a melhor equipe e deixa a decisão para dois jogos, como se a disputa valesse uma vaga na final da Copa do Brasil. Foram mais de 60 mil torcedores que juntos fizeram um lindo mosaico e deixaram a capital alencarina mais bonita na tarde do último sábado (25/11).
A derrota não foi por causa da falta de planejamento da diretoria e nem da incapacidade do treinador Marcelo Chamusca, mas por falha e nervosismo dos próprios jogadores. A culpa nem mesmo foi desse último jogo em que as duas equipes empataram em 1 x 1.
O erro foi o Fortaleza ter ficado no 0 x 0 contra o Macaé no Rio de Janeiro e por isso mais vulnerável em casa. Fora o peso de outros anos de insucessos na competição, como em 2010, ainda na primeira fase um empate com o Águia de Marabá e o tricolor do Pici deixaria o campeonato invicto, porém somando apenas duas vitórias e seis empates.
Foto: Natinho Rodrigues (Diário do Nordeste)

No ano seguinte um vexame em campo, o Fortaleza brigando para não cair para Série D e foi por pouco, o Campinense vencia o Guarany de Sobral e o Fortaleza ganhava de 2 x 0 do CRB. O time alagoano teve dois jogadores expulsos. E ainda houve a acusação contra o clube cearense de ter sido favorecido pelo time de Alagoas.
Em 2012, com um público recorde de mais de 20 mil pessoas no Estádio Presidente Vargas após sua reinauguração, o Fortaleza caiu diante do Oeste por 3 x 1 no jogo de volta, que valia uma vaga no acesso.
O Fortaleza em 2013 tinha o rei do acesso, como treinador, Luiz Carlos Martins e dessa maneira entrou em campo contra o Sampaio Correa dependendo de outros resultados e a necessidade da vitória para ainda sonhar com a classificação para as quarta-de-finais do Campeonato Brasileiro da Série C.
Mas no banco de reservas do lado maranhense estava o técnico Flavio Araujo e quis o destino que o ex-treinador tricolor e o ex-jogador do Ceará Sporting Club, Arlindo Maracanã fosse o algoz da eliminação em pleno Castelão vermelho, azul e branco.
 Não existe uma explicação comum para essa situação do clube cearense. Santa Cruz já passou recentemente por esse suplicio e hoje Remo vive situação parecida na Série D.
O futebol cearense depende do bem estar dos seus clubes, não basta Ceará subir para Série A, ou o Icasa permanecer na B, porém é necessário o Leão também está forte para que o nosso Estado fique bem na fita. Rivalidade no Clássico Rei é até natural, mas fora isso os dois deveriam estar unidos para o bem do nosso futebol local.




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