quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os 7 x 1 foi desenhado há muito tempo, desde 2002



Os 7 x 1 da Alemanha em cima do Brasil começaram a ser escritos há muito anos atrás. Se de um lado uma nova geração brasileira surge manchada por esse placar elástico em Belo Horizonte (MG), do outro lado à seleção alemã já vem batendo na trave por três copas consecutivas. Em 30 de junho de 2002 no Estádio Yokohama, Japão para 69 mil pagantes, ganhamos por 2 x 0 com gols de Ronaldo.
Felipão bufa no banco do Mineirão (Foto: Reuters)

Justamente quando ganhávamos nosso último titulo, com craques como Edmilson, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo, com o Luis Felipe Scolari como treinador, os alemães terminavam uma geração que não havia ganhado, mas deixou plantada uma semente, que se tornaria vencedora em 2014, independente do titulo.
A seleção alemã treinada por Rudi Voller tinha no ataque Klose que ontem conseguiu chegar aos 16 gols e se tornar o maior artilheiro de todas as Copas.
Quatro anos depois, seguindo o exemplo do Brasil, a Copa do Mundo foi na Alemanha e o clima de que os germânicos seriam campeões tomava conta do país, mas a equipe dirigida por Jurger Klismann amargou em casa o terceiro lugar e justamente em cima de Felipão que dirigia Portugal. O jogo que saiu de 3 x 1 foi comemorado nas ruas e já víamos surgi uma renovada seleção mesclada com jogadores mais experientes.
No grupo surgiam jovens como Schweinsteiger, Philipp Lahm, Podolski, que já começavam acumular experiência que futuramente seria decisiva para essa geração de 2014.
Em 2010, o auxiliar técnico do último Mundial Joachim Low assumiria a equipe e manteria o estilo da equipe de toque de bola e de esquema tático compacto. Mais um 3° lugar com um 3 x 2 sobre o Uruguai e novos jogadores surgindo como Jérôme Boateng, Mertesacker, Thomas Muller, Ozil, Kross.
O óbvio é que a Alemanha essa Copa do Mundo aqui no Brasil estava mais do que preparada, apesar dos magros placares até o jogo contra a seleção brasileira.
Já o Brasil começou a errar quando em 2012 em meio ao trabalho de crescimento de Mano Menezes a frente da seleção, foi substituída por Luis Felipe Scolari que tinha feito parte do comando do Palmeiras no rebaixamento daquele ano.

As perguntas começam ai. Como colocar um treinador com métodos tão ultrapassados no comando do Brasil sede da Copa? Por que a teimosa do técnico em convocar Julio Cesar, Fred e outros sem expressão?
Após 14 meses, Ronaldinho está de volta à seleção brasileira (crédito: Divulgação) (2013)

O certo é que Felipão errou já na convocação da Copa das Confederações ao negar o direito de Ronaldinho Gaucho craque das Américas em 2013, campeão da Taça Libertadores com o Atlético Mineiro de disputar a competição da Fifa e no seu lugar colocar Jadson que é um jogado mais volante do que armador.
E depois na convocação final da Copa, deixar nomes como o zagueiro Miranda (Atlético de Madri), o lateral Rafinha (Bayer de Munique) de fora e levar gente como Jô, Fred, Hernandez, etc.

Teve-se sucesso em 2002 a “família Scolari” era porque os tempos eram outros e já tínhamos uma base excelente das Copas passadas com jogadores já passados na casca do alho. E os adversários eram ruins com baixo nível. Dessa vez não o nível dessa Copa de 2014 é muito alto e não permite improvisações de levar quase todo o elenco de garotos que ainda tem muito para amadurecer.

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