quinta-feira, 5 de junho de 2014

Servidores do Samu defendem melhores condições de trabalho na AL

Audiência pública debate condições de trabalho dos condutores de ambulâncias e socorristas do Samu Audiência pública debate condições de trabalho dos condutores de ambulâncias e socorristas do SamuFoto: Marcos Moura
As condições de trabalho dos condutores de ambulâncias e socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) foram discutidas, na tarde desta quinta-feira (05/06), em audiência pública na Comissão de Viação, Transporte e Desenvolvimento Urbano. O debate foi conduzido pela deputada Mirian Sobreira (Pros), que representou o deputado Danniel Oliveira (PMDB), propositor da audiência. 
“O Samu é o programa do Governo Federal, em parceria com o Governo do Estado, que mais ajuda os municípios, e por isso estamos aqui para mediar a conversa entre os profissionais da área e os órgãos fiscalizadores”, ressaltou a deputada.
O diretor geral do Samu, João Vasconcelos Sousa, que representou o secretario da Saúde do Estado, Ciro Gomes, admitiu as dificuldades, mas afirmou que está no cargo há um mês e recebeu a missão de realizar um projeto, que já foi enviado à Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), para melhorar o atendimento e a capacitação dos profissionais. “Vamos atuar com uma direção central no Euzébio, com a capacitação interna e externa. Precisamos treinar melhor a equipe de socorristas e condutores e também fazer com que o público extramuro esteja envolvido, com ações de primeiros socorros, que qualquer cidadão pode realizar no dia a dia”, observou.

Já a representante do Conselho Regional de Enfermagem do Ceará (Coren), Mirtes Feitosa, agradeceu a mediação da Assembleia Legislativa, mas alertou para as condições precárias em que as equipes do Samu trabalham, muitas vezes apenas com os condutores trazendo os pacientes do Interior para Capital, sozinhos. “O ideal é que a equipe seja multidisciplinar, composta pelo condutor, técnico de enfermagem, enfermeiro e médico. Assim, o condutor se sentirá mais seguro em trazer o paciente para o atendimento”, completou.

Ainda segundo a enfermeira, é necessário que se cumpra a Portaria 356/2013, que redefine o cadastramento das centrais de regulação das Urgências e das Unidades Móveis de Nível Pré-Hospitalar de Urgências pertencentes ao componente Samu192. Com estrutura física de profissionais (médicos, telefonistas auxiliares de regulação médica e rádio-operadores) capacitados em regulação dos chamados telefônicos que demandam orientação e/ou atendimento de urgência.

Participaram da discussão a presidente do Conselho de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest), Rejane Feijó; o promotor Tadeu Uchoa Filho; o representante da Associação Brasileira de Motoristas e Condutores de Ambulância (Abramca), Tony Lima, e Breno Ramos, do Sindicato dos Motoristas de Ambulâncias, Motoristas e Condutores de Veículos de Transporte de Urgência e Emergência (público e privado), Motoristas e Condutores Socorristas de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
CE/LF

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