quinta-feira, 17 de abril de 2014

Surpresas levam Itália ao Tetra e França para a final em 2006


Depois de sediar a Copa pela primeira vez em 1974, Alemanha novamente recebe o mundial da Fifa de futebol deixando de lado a África do Sul, que havia sido dada como certa. 32 seleções divididas em 08 grupos disputariam a 18° edição da competição. Brasil, Inglaterra, Espanha, México, França, Argentina, Itália e Alemanha foram os selecionados como cabeça de chave. 

Apesar de estar em casa a Alemanha não contava com a confiança da torcida, apenas 5% dos torcedores acreditam no título em Abril daquele ano, poucos meses antes do inicio da Copa, que ocorreu em 09 de junho. Mesmo assim a torcida confiava no trabalho do ex-jogador e agora treinador Jurgen Klismann. Segundo a pesquisa do instituto Forsa, 66% dos entrevistados queriam a continuidade do comandante, mesmo com os maus resultados em amistosos.

O Brasil vinha como o grande favorito, depois do Penta quatro anos antes. E 79,8% dos torcedores acreditavam segundo Instituto CNT/Sensus. Era a seleção de Parreira, badalada, com o “quarteto fantástico”: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano. Os goleiros Dida e Rogério Ceni.

O treino era aberto ao público e as brincadeiras nos eram constantes. Assim o que podia se esperar de uma seleção que não tinha nenhum momento de concentração?
Quem imaginava que o time, que havia terminado com 34 pontos em primeiro lugar nas eliminatórias sul-americanas, com o ataque fazendo 35 gols faria uma campanha ruim? O consolo, Ronaldo se tornaria o maior artilheiro das Copas.
Na estréia o jogo com a Croácia mostrou, que Ronaldo não era o mesmo e Adriano tinha pouca produtividade. Como Kaká estava em ótima fase, o jogador resolveu o jogo e fez o único gol da partida.
No segundo jogo o reserva Fred sai do banco, para fazer o segundo gol do Brasil contra a Austrália, num jogo fraco em oportunidades e que teve um primeiro gol marcado pelo Imperador, com passe do fenômeno.
O terceiro jogo era especial, com a seleção canarinha enfrentando, o Japão de Zico. E o selecionado nipônico abriu o placar com Tamada aos 36 minutos. Ainda no primeiro tempo, Ronaldo fez aos 46 minutos. A virada viria com Juninho e depois Gilberto. Fechando o placar Ronaldo em dia histórico de recordes de gols em Copa. 4 x 1 selaria os destinos brasileiros.
As donas da casa estrearam em Munique, em 09 de junho, contra a Costa Rica. 4 x 2, gols de Philipp Lahm, Klose (2) e Frings. Em Dortmund em 14 de junho a seleção alemã fez um jogo difícil contra a Polônia e só conseguiria abrir o placar aos 46 da etapa final, com Neuville. Com facilidade a Alemanha venceria o Equador com dois gols de Klose e um de Podolski.

A Itália do treinador Marcelo Lippi, contestado pela imprensa, por ter seu nome ligado a suposta escalações de jogadores por indicação de Luciano Moggi ex-dirigente da Juventus passaria de fase no Grupo E com vitórias de 2 x 0 sobre a Gana; 1 x 1 com EUA e 2 x 1 na República Tcheca.
Marcelo Lipi

Eu me lembro bem dessa Copa. Um mês antes tinha conhecido uma jovem em um ônibus chamada Romélia. Foi interessante o processo da nossa aproximação. Ela estava lendo um livro e eu do lado dela calado. Quando ela parou um pouco de ler, eu aproveitei e puxei assunto.
E assim juntos assistimos alguns jogos da competição. Na Praça do Ferreira se montava uma espécie de Circo para dentro de ele ver as partidas num telão. Como não conseguimos entrar lá vimos um jogo na Praça José de Alencar. Ficamos nesse aff air por pouco tempo.
De volta à competição, temos o Grupo G, que destacamos a equipe da Suíça. Seleção bem limitada em termos ofensivos era exemplo de marcação e com o seu estilo ficou sem levar gols na primeira fase se classificando em 1° lugar.

A França de Zidane sofreu justamente no primeiro jogo contra a Suíça e não saiu do 0 x 0. No outro jogo em Leipzig, um sofrido empate com a Coréia do Sul por 1 x 1, gol de Henry. O time francês começava com um grande goleiro Barthez, com jogadores de destaque como Thuram, Abidal, Vieira e Makelele. E foi no jogo difícil contra o Togo, que a França garantiu vaga na outra fase, com gols de Vieira e Henry por 2 x 0.
Barthez (França)

Nas oitavas-de-finais as grandes seleções passaram sem surpresas. Alemanha 2 x 0 Suécia; Argentina 2 x 1 México; Inglaterra 1 x 0 Equador; Portugal 1 x 0 Holanda; Itália 1 x 0 Austrália; Brasil 3 x 0 Gana e França 3 x 1 Espanha.
Na fase posterior, os donos da casa, a Alemanha sofreu para passar nos pênaltis em Berlim, contra a Argentina por 4 x 2. No tempo normal foi 1 x 1, com Ayla para os hermanos e Klose para os germânicos. A Itália atropelou a Ucrânia por 3 x 0, com gols de Zambrota e Toni (2). Outra seleção que só passaria nos pênaltis era Portugal de Felipão.
Já o Brasil passaria uma espécie de apagão parecido com aquele, que aconteceu em 1998. E dessa vez era a mesma França de Zidane e 1 x 0 com gol de Henry, aos 11 minutos do segundo tempo depois de uma falta em que os jogadores brasileiros só olharam.

A Itália venceu os donos da casa por 2 x 0 e a França ganhou de 1 x 0 de Portugal. Uma final impensada ocorreria no dia 09 de julho, em Berlim para 69 mil pagantes. O jogo marcado pela cabeçada que tirou o melhor jogador da Copa de campo. Antes havia feito um gol de pênalti e depois Materrazi empataria para a Itália.
Itália

Doze anos depois Azurra decidiria um título na cobrança da marca do pênalti. Dessa vez ganharia e levantaria o seu troféu pela quarta vez.





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