terça-feira, 15 de abril de 2014

Reeleição de FHC “comprada” (?), um vice do Brasil suspeito e o sorriso de um craque em 1998: França campeã


Seria um “ano negro” para a política brasileira com a reeleição de FHC, após uma “emenda de reeleição” aprovada no Congresso Nacional supostamente comprada. Dois deputados do PFL admitiram à culpa de terem recebido cerca de 200 mil reais cada, para votarem a favor. No mesmo ano, o Brasil teria que se contentar com um vice na Copa do Mundo da França.

Eram anos duros na economia brasileira, com crises sucessivas de países emergentes, com isso, os países sul-americanos, com o câmbio flutuante eram atingidos. Dessa forma o país que crescia 2,5 % ao ano e pediu três vezes empréstimo ao FMI, com uma dívida publica em ascendência, poderia esperar algo melhor para presidente, mas inexplicavelmente, o povo, reelegeu, em primeiro turno Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para mais quatro anos do poder.


Literatura
Joel Silveira

Ano que também consagrou o escritor e jornalista de Lagarto (SE), Joel Silveira, com o Prêmio Machado de Assis. O mais importante título da Academia Brasileira de Letras. Outro destaque foi o português José Saramago, com o Prêmio Nobel de Literatura, único escritor de língua portuguesa a ganhar.

Campeão Brasileiro de Futebol

No futebol nacional, o Corinthians seria Bi-campeão, com 14 vitórias, com 4 empates e 5 derrotas. Foram 46 gols prós e 30 gols contras. “Viola” seria o artilheiro com 21 gols. Houve a necessidade de três jogos para decidir o campeão. 
O primeiro jogo havia sido empate por 2 x 2 em Minas Gerais, no Mineirão, diante de 87 mil pessoas. Marcaram para o Cruzeiro: Valdo e Muller, para o Timão: Dinei e Marcelinho Carioca. No segundo jogo, novo empate, dessa vez por 1 x 1 com gols de Marcelinho Carioca para os paulistas e Marcelo Ramos para os mineiros.
A Final seria, no dia 23 de dezembro, no Morumbi com 57 mil pagantes. Carlos Eugênio Simon, hoje comentarista do canal Fox, seria o arbitro. As equipes entraram em campo com a seguinte formação:

Corinthians: Nei; Índio, Batata (Cris), Gamarra, Sylvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho (Amaral) e Marcelinho Carioca, Mirandinha (Dinei) e Edílson. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Corinthians

Cruzeiro: Dida; Gustavo (Alex Alves), Marcelo Djian, João Carlos e Gilberto; Valdir (Marcelo Ramos), Djair, Ricardinho e Valdo; Müller e Fábio Júnior. Técnico: Levir Culpi.
O time paulista ganharia por 2 x 0, gols de Edílson e Marcelinho Carioca. Desses jogadores, dois seriam campeões do mundo em 2002 com a seleção brasileira: Edílson e Dida.

A Copa


Seria o principio do sistema operacional Windows 98, com uma porta para a conexão com a internet (pelo Internet Explorer 4). Seriam funções ligadas ao tele trabalho, suporte a muitos monitores e ao USB. As redações dos jornais também ficariam mais modernas e mais flexíveis.

Dessa forma a Copa do Mundo da Fifa na sua 16° edição seria disputada na França e com a maior capacidade de interação com as novas tecnologias e informações mais rápidas. As 32 seleções classificadas começariam a disputa do título em 10 de junho e só duas veriam a chance gloriosa surgir no dia 12 de julho na grande final.
Até chegar esse dia, foram 63 jogos e 168 gols. Um desfile de jogadores especiais. Na Holanda: Van der Sar, Dennis Bergkamp e Kluivert. A Dinamarca trazia os irmãos Brian e Michael Laudrup. A Argentina contava com o faro de gol de Batistuta. A Croácia tinha Suker, que se tornaria artilheiro da competição com seis gols.

Brasil


Um dos finalistas o Brasil contou com um grupo A “mole”. Na estréia para 80 mil pessoas no Stade de France, o canarinho ganhou por 2 x 1, com César Sampaio e Boyd (contra). Na segunda partida em Nantes massacrou o Marrocos, por 3 x 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto. E foi derrotado para Noruega por 2 x 1, com um de Bebeto.
Rivaldo

No Parc des Princes, em Paris, o Brasil passou fácil pelo Chile por 4 x 1, com mais dois gols de César Sampaio e dois de Ronaldo, sendo um de pênalti. Nas quartas-de-finais a seleção canarinha, ganharia apertado da Dinamarca com a marca de Bebeto e duas vezes Rivaldo.
Quatro anos depois, o encontro com a laranja holandesa, um jogo complicadíssimo, em que o placar terminou de 1 x 1, o Brasil marcando com Ronaldo e a Holanda com Kluivert. Os tiros livres da marca dos pênaltis seriam uma emoção a parte. Destaque para Tafarel que pegou as cobranças de Cocu e R. de Boer.

França

A França não apenas seria campeão deste ano, o seu time era a junção de torcida e jogadores diferenciados. E na estréia no Stade Vélodrome, Marselha, com 55 mil pessoas, a equipe venceu fácil a estreante África do Sul, por 3 x 0, com Dugarry, Issa e Henry.
Henry

Coitada da Arábia Saudita teve que ver os jogadores Henry (duas vezes), Trézéguet e Lizarazu fazerem a festa nos 4 x 0 para 80 mil pessoas no Stade de France. Para garantir o primeiro lugar o selecionado francês venceu por 2 x 1 a Dinamarca, com gols de Djorkaeff e Petit.

Nas oitavas foi complicado e quase se foi o sonho, contra o Paraguai do zagueiro Gamarra. Uma seleção fechada e compacta sem produção na frente, mas quase intransponível. Fora necessários 113 minutos para Blanc furar a defesa sul-americana e aliviar a pressão nacional.
Blanc

Parecia “pouco” um jogo desses, mas teria outro pior. A Itália de Roberto Baggio e Costa Curta, não teve medo de enfrentar Zidane e companhia. Depois de 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação, “haja coração”, como diria Galvão Bueno, os tiros livres da marca do pênalti um disputa aciradissima. 4 x 3 e alivio.
Suker

Mas a Croácia estava disposta a estragar a festa e Suker aos 46 abriu o placar. Um minuto depois Thuram empatou e no segundo tempo virou. A final prestes a ser escrita.


Finalistas
Ronaldo
Uma tarde de 12 de julho de 1998, eu estava de férias em Quixeramobim, terra onde Antônio Conselheiro partiu para conquistar e morrer por Canudos (BA). Era a final da Copa e o Saint-Denis está lotado não cabia mais ninguém: 80 mil pessoas estavam lá. Só quem não estava era Ronaldo e por isso a nossa seleção, não aguentou a pressão.
Zidane

O craque Zidane venceu pela sua equipe com dois gols e um de Petit, o país do “romance” e do “amor” era campeão de futebol pela primeira vez.




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