segunda-feira, 21 de abril de 2014

No país do perdão a Espanha conquista a taça em 2010


Quem via aquele homem de 92 anos, entrar no Estádio Soccer City, num carrinho de golfe para a festa de encerramento da 19° Copa do Mundo de Futebol da Fifa, se quer podia entender a dor que ele passou durante 27 anos preso, pelo fim da segregação racial do seu país.
Nelson Mandela (foto: internet)

Seria na África do Sul, que 32 seleções se reuniriam em busca da taça mais importante do futebol. E a imagem de Nélson Mandela, o Mandiba estaria mais do que qualquer coisa ligada ao esporte.
Em 1995, um ano depois da sua eleição para presidente da África do Sul, o país se unia pela primeira vez, independente de cor, os africanos eram um só corpo, juntos pelo seu povo, no Campeonato Mundial de Rugby. O esporte, instituída pelos ingleses brancos, era o ícone da apartheid na nação.
Apesar disso, Mandela deixou todo o ódio de lado e fez com que todos entendessem que aquela equipe de rugby africana representava o país e não uma raça ou religião. E foi assim inspirado nessa motivação vinda do presidente que a equipe se sagrara campeã em cima da Nova Zelândia.
Final de Rugby 1995

Dessa vez, Mandiba estava debilitado, a sua saúde estava fragilizada e sua presença nas partidas era incerta. Mas a Copa veio e com ela uma multidão de mais três milhões de pessoas acompanhando as partidas nas cidades de Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória, Rustemburgo e Joanesburgo.

Essa competição contava com uma seleção em ascensão com a base formada por Barcelona e Real Madrid. Tratava-se da Espanha, com um futebol parecido com o carrossel holandês de Cruyf. Formada por David Villa, Xabi Alonso e Andrés Iniesta, a equipe vinha com um desejo de beliscar seu primeiro título.
Espanha

Estava no Grupo H e estreou perdendo para a Suíça por 1 x 0, num jogo surpreendente que remota a derrota para os EUA, um ano atrás na Copa das Confederações. O medo de seu favoritismo ser destruído pelo caminho fez a equipe comandada por Del Bosque se reinventar, na base já montada pelo ex-treinador Luis Aragonés (morto em fevereiro deste ano), que conquistou a Euro de 2008.
Assim o segundo jogo foi mais descomplicado e a vitória em cima de Honduras veio por 2 x 0 com dois de Villa. Na terceira partida a vitória era necessária para avançar e ela veio com Iniesta e Villa no placar de 2 x 1 sobre o Chile.
Ainda na Copa do Mundo, uma seleção jovem começa a mostrar sua cara e que pode em 2014 fazer frente na disputa do troféu. Trata-se da Alemanha de Bastian Schweinsteiger, Mesut Ozil e Thomas Muller, comandados por Low da cena “trágica” da meleca do nariz.
A equipe foi para cima da Austrália e venceu fácil por 4 x 0, com gols de Muller, Podolski, o veterano Klose e o brasileiro naturalizado alemão Cacau. No segundo jogo uma pequena pedra no sapato dos alemães, a Servia vence por 1 x 0. A classificação veio com um magro 1 x 0 e gol de Ozil contra a Gana.
No grupo A se classificaram Uruguai e México. No Grupo B Argentina de Messi passou fácil com três vitorias e Coréia do Sul em segundo. Os EUA e a Inglaterra passaram raspando no Grupo C. A Holanda e Japão no Grupo E Paraguai e Eslováquia no F foram as seleções que passaram da primeira fase.

O Brasil estaria no Grupo G ao lado do Portugal de Cristiano Ronaldo. Antes de chegar a Copa, a seleção brasileira vinha de bons resultados sobre o comando de Dunga.
Dunga

Com os títulos da Copa América 2007 e Copa das Confederações 2009, o treinador antes da estréia contra a Coréia do Norte tinha em 65 jogos 77,94% de aproveitamento. Com o quinto melhor aproveitamento, atrás apenas de Zagallo, Parreira, Vicente Feola e Aymoré Moreira. Justamente por isso o ex-capitão da conquista do Tetra em 1994 detinha o comando do grupo e queria fazer diferente de 2006.
Dessa vez os jogadores fariam poucas aparições em público e o treinador era sufocado pela imprensa brasileira, que fazia questão de alfinetar o comandante. Vide o caso da discussão entre ele e o repórter da Globo.

Contudo, na estréia o Brasil foi com tudo para cima da Coréia e venceu por 2 x 1, gols de Maicon e Robinho. Um placar apertado e se comparado ao de Portugal que fez 7 x 0 com um dos gols marcado o CR7. A partida decisiva entre Brasil e Portugal ficou no 0 x 0 dando o primeiro lugar ao Brasil e o segundo aos portugueses.
Disputa entre CR7 e Lúcio

Nas oitavas-de-finais as partidas seriam bem disputadas, entre Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul, EUA 1 x 2 Gana, Holanda 2 x 1 Eslováquia, Espanha 1 x 0 Portugal e Paraguai 0 x 0 Japão decidido na marca do pênalti 5 x 3 a favor dos sul-americanos. Argentina passou com relativa tranquilidade por 3 x 1 do México e a Alemanha 4 x 1 Inglaterra, além de Brasil 3 x 0 no Chile.

O Uruguai de Luis Soares, Louco Abreu e Forlan (craque da competição) ia avançando sem que ninguém percebesse e foi assim no jogo que apenas empatou com a Gana 1 x 1 e venceu apenas na marca pênalti com 4 x 2 para os uruguaios.
Forlan

O Brasil na manhã dos 28 de junho em Port Elizabeth seria derrotado de virada pela Holanda num jogo marcado pelas falhas do goleiro Júlio César e do meio campo Felipe Melo. A Alemanha ganhou de 4 x 0 da Argentina. A Espanha 1 x 0 no Paraguai, o mesmo placar também do jogo posterior, quando venceu os alemães.

A Holanda derrotou o Uruguai por 3 x 2 e chegou na terceira final em Copas. A Alemanha acabou com o terceiro lugar com o 3 x 2 sobre o Uruguai.
Iniesta

A final aconteceria no dia 11 de julho em Johannesburgo. E em um jogo sem brilho, que Espanha e Holanda ficaram no 0 x 0. Somente na prorrogação Iniesta faria o gol e a fúria finalmente chegaria a fazer o que os clubes Real Madrid e Barcelona já haviam feito.
Espanha campeã












Postar um comentário