quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Esperança venceu o medo, o Brasil foi Penta em 2002 e uma luz se apagou em Minas Gerais



Depois de quase de perpetuar entre Europa e América, a Copa do Mundo de Futebol seria jogada pela primeira vez, numa sede fora dos dois continentes e a Ásia seria a escolhida. Entre 31 de maio e 30 de junho de 2002, Japão e Coréia do Sul se uniram para serem anfitriãs da 17° vez do torneio mundial da Fifa.

No Brasil, mais uma vez teríamos uma alegria e uma decepção como acontecera em 1994. Agora um ícone do espiritismo partiria em quanto um país inteiro acordaria na madrugada para levantar um troféu, na figura do jogador do Jardim Irene.
Só que o ano não se resumiria a apenas uma alegria no futebol, mas um renascimento da alma brasileira, através da eleição presidencial. Depois de 500 anos de desmandos, de sujeira de baixo do tapete, um homem vence, com o slogan marcante na época: “A Esperança venceu o Medo”.

Luís Inácio Lula da Silva (PT), metalúrgico de Garanhuns-PE, que atravessou o país em busca de melhores oportunidades em São Paulo, supera o ex-ministro da Saúde, José Serra (PSDB) e reescreve a história.
Lula

A Copa também estava inovando e dessa vez a disputa garantiu vaga antecipada para três seleções, França (atual campeã) e os dois países sedes: Coréia do Sul e Japão. Era a última vez, em que o campeão teria direito automático de disputar a competição posterior sem necessidade de eliminatórias.
Eu me lembro muito bem dessa competição. Já não era mais um menino e sim um homem de 23 anos, que trabalhava na Farmácia Dose Certa como caixa, nas madrugadas de Fortaleza, lá na Avenida Dom Luís. Por incrível que pareça era meu primeiro emprego de carteira assinada.
Só folgava uma vez por semana e quase todos os jogos, eu acompanhava trabalhando. Foi assim que a Copa passou pelos meus olhos. Admito, eu estava meio sem vontade de torcer por esse grupo, por causa, do Felipão, treinador da seleção brasileira nesse campeonato.
O cara assumiu o comando técnico da canarinha depois que Leão e Luxemburgo fracassaram nas olimpíadas e Copa das Confederações respectivamente.

Foi logo batendo de frente com Romário, melhor jogador do momento e sempre artilheiro em busca do milésimo gol. Como ele fez na Copa das Confederações do ano passado, ele barrou nosso melhor jogador.
Romário

Parece que ele usa isso como pretexto, para tirar a responsabilidade de um único jogador, no caso do ano passado o Ronaldinho Gaúcho, vivendo seu melhor momento, no Atlético-MG, depois o baixinho e colocar o peso nas costas dos jovens e formar uma espécie de família, onde todos se ajudam para vencerem com solidariedade.
E assim mesmo artilheiro das eliminatórias ao lado de Rivaldo, o craque Romário ficou de fora de seu sonho de conquistar mais um título pela seleção brasileira. Ele ainda viu, o Brasil ganhar do Paraguai por 2 x 0 nas eliminatórias, com denuncias do goleiro paraguaio Chilavert, de que Luis Felipe teria pressionado, para que dois jogadores da seleção paraguaia não participassem.

Um pedido de Gilmar Veloz, então empresário de Gamarra e Enciso e também amigo de Felipão, conseguiu que os dois jogadores não jogassem. O empate tirava a seleção amarela da Copa.
Ronaldo

Outro problema enfrentado pelo nosso país foi à contusão de Ronaldo, que quase o tirou do futebol, mas o país inteiro viu sua recuperação em quase dois anos de tratamento.

Finalistas da Copa


O Brasil estava no Grupo C e estreou contra a Turquia e venceu por 2 x 1 com gols de Rivaldo e Ronaldo. No segundo jogo, a vitória foi bem mais fácil com gols de Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo e vitória de 4 x 0 na China. Na partida que fecharia a primeira fase, mais uma goleada 5 x 2 na Costa Rica, com gols de Ronaldo, Edmilson (Ex-Ceará), Rivaldo e Júnior.
Gol de Edmílson contra Costa Rica

No Grupo E, a Alemanha não tomou conhecimento da Arábia Saudita e venceu por 8  x 0, com três gols de Klose, Ballack, Jancker, Linke, Bierhoff e Schneider. Depois disso ficaria no 1 x 1 com a Irlanda, gol de Klose. No terceiro jogo a Alemanha venceu o Camarões do jovem Eto´o por 2 x 0, gols de Bode e Klose.
Klose

Nas Oitavas-de-finais, enquanto o Brasil vencia a Bélgica por 2 x 0, com gols de Rivaldo  e Ronaldo, a Alemanha passou sufoco para vencer o Paraguai por 1 x 0 gol de Neuville aos 43m do segundo tempo.
Em mais um jogo difícil, os alemães vencem os EUA por 1 x 0, aos 39 do primeiro tempo, com Ballack. Já a “família Scolari”, conseguiria uma virada histórica sobre os ingleses. Primeiro Owen faria o gol aos 22 minutos de jogo. Rivaldo empataria no fim da etapa inicial e Ronaldinho Gaúcho faria um belo gol de falta, para decretar a classificação brasileira.
Antes de chegarem ao jogo decisivo, Brasil e Alemanha venceriam com mais um placar magro de 1 x 0 seus adversários, Turquia e Coréia do Sul, respectivamente.
Na disputa do terceiro lugar em 29 de junho de 2002, no Estádio Daegu World Cup Stadium, para 63 mil pessoas a Turquia vence a Coréia do Sul por 3 x 2, num jogo bastante equilibrado.
E no dia 30 de junho, em Yokohama com 69 mil pagantes, Alemanha e Brasil fariam um confronto de detentores de títulos. Com uma seleção superação, a “Família Scolari” estava de volta a uma final. E com Ronaldo Fenômeno como grande estrela.

Já Alemanha vinha de uma competição equilibrada, com o Oliver Kahn fechando o gol. Ele inclusive havia sido escolhido o melhor jogador daquela competição.
Gol de Ronaldo na final

O primeiro tempo acabou 0 X 0. No segundo tempo em uma jogada que Rivaldo chutou e o goleiro rebateu, o Brasil abriria o marcador aos 22 minutos com Ronaldo. 

Atrás a zaga funcionava, no 3-5-3, com Roque Júnior, Lúcio e Edmilson  Aos 34 minutos Kleberson puxa o contra-ataque e com um corta luz de Rivaldo, a bola sobra de novo para Ronaldo, 2 x 0 e só a contagem para o fim do jogo e o Pentacampeonato. 
Atrás a zaga funcionava, no 3-5-3, com Roque Júnior, Lúcio e Edmilson  Aos 34 minutos Kleberson puxa o contra-ataque e com um corta luz de Rivaldo, a bola sobra de novo para Ronaldo, 2 x 0 e só a contagem para o fim do jogo e o Pentacampeonato.
Chico Xavier

Alegria tomava conta das ruas no Brasil, ofuscando a tristeza da morte de um espírito iluminado em Uberaba (MG). Chico Xavier partia aos 92 anos de uma vida repleta de atitudes boas.



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