quarta-feira, 26 de março de 2014

O frio dos Alemães vence os vibrantes holandeses em 1974




Falar da Copa de 1974 e esquecer-se da “laranja mecânica” é mesmo que entrar na Igreja Católica e não adorar o santíssimo. Um time mais uma vez se tornaria inesquecível, mesmo que no final não tenha levantado a Taça de campeão.

            Esse selecionado ficou conhecido como “carrossel holandês” devido seus atletas comandados pelo técnico Rinus Michels, não terem posições fixas. O treinador, que seria campeão pelos Países Baixos da Copa Européia de Nações em 1988, tinha um estilo próprio de jogo.
Rinus Michels

           Com exceção do goleiro Jan Jongbloed, os outros dez jogadores subiam para atacar e voltavam para marcar. O Futebol Total, copiado pelo treinador do seu compatriota Jack Reynolds, já amplamente adaptado no Ajax campeão do Mundial de Interclubes de 1972.
            Chegando as vésperas da Copa, o treinador pode implantar sua filosofia no comando da Holanda. Com o jogador que entendia bem o que deveria ser feito para concretizar esse estilo, Johan Cruyff. A bola sempre passava por ele, as jogadas tinham sua assinatura.
            Mal comparando com o Barcelona de 2011-2012, com Messi, como centro nervoso de um clube quase imbatível, ganhador de tudo que disputou.
             A estreia da seleção se deu em Hannover, no dia 15 de junho de 1974, uma vitória sobre o Uruguai, por 2 x 0 com dois gols de Rep. Mesmo com Mazurkiewicz, Forlán e Espárrago, a celeste não viu a cor da bola e se não fosse o goleiro e a falta de pontaria do ataque holandês, seria um goleada histórica.

           No segundo jogo, o equilibro foi maior e a Suécia conseguiu segurar o ataque do carrossel, a partida acabaria em 0 x 0. No jogo que valeu a liderança e classificação a vitima foi a Bulgária que tomou de 4 x 1.
            Nos jogos seguintes, vitórias de 4 x 0 na Argentina e 2 x 0 na Alemanha Oriental, a Holanda selaria seu destino chegando a final contra a Alemanha Ocidental de Beckenbaeur.
            Mais uma vez a história se repetiria como em 1938, quando a Hungria melhor seleção perderia para o frio selecionado alemão, de novo o vice, seria o premio máximo de uma equipe memorável. 

            Para um público de 75 mil pessoas no Estádio de Munique, a Alemanha venceria de 2 x 1 a Holanda de virada e se sagraria Bicampeão mundial de futebol.
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