segunda-feira, 31 de março de 2014

Liberdade, Mão de Deus, superação e Bi para a Argentina em 1986



Enquanto o Brasil vivia o movimento: “Diretas Já”, que reivindicava eleições presidenciais diretas pela primeira vez, desde o golpe de 1964, que reuniu mais de um milhão de pessoas no famoso comício histórico de 1984. A nossa seleção brasileira disputava as eliminatórias para Copa do Mundo de 1986. 
Socrates, Juca Kifouri e Osmar Santos


O país estrearia em 02 de junho de 1985, em Santa Cruz de La Sierra, ganhando da Bolívia por 2 x 0 gols de Casagrande e Noro (contra). Os comandados de Têle Santana, também não tiveram dificuldade de vencer o Paraguai em Assunção em 16 de junho, outro placar de 2 x 0, com gols de Casagrande e Zico.

No jogo de volta, no dia de 13 de junho de 1985, jogando para 139 mil pessoas no Maracanã, o placar não saiu do 1 x 1, com Sócrates marcando para o Brasil e Romerito para o Paraguai.

E fechando a nossa participação nessas eliminatórias, o Brasil empatou de 1 x 1 com a Bolívia, para 90 mil pessoas no Estádio do Morumbi, gol de Careca (Brasil) e Sánchez (Bolívia). Nosso selecionado se classificaria direto para o mundial, por ser líder do seu grupo.
Renato Gaúcho


Um dos fatos marcantes para nossa equipe naquela competição aconteceu, antes mesmo do torneio começar. As vésperas da viagem ao México, Renato Gaúcho e Leandro, deram uma escapadinha da concentração da seleção e só chegaram pela manhã. Os outros jogadores ficaram esperando os desordeiros até quatro da manhã

No fim todos acabaram perdendo o treino que aconteceria na Toca da Raposa, em Belo Horizonte. Têle não gostou e resolveu punir, Renato Gaúcho. Leandro comovido com o corte do amigo, não embarcou.
Josimar


Foi à chance que Josimar, lateral do Botafogo, queria. Ele convocado para substituir Leandro, se destacou na sua posição sendo eleito o melhor jogador.
A Copa do Mundo de 1986 seria disputada, para dois milhões e trezentas mil pessoas em 12 Estádios no México, país escolhido depois da impossibilidade da Colômbia sediar a competição por problemas econômicos e Brasil, Canadá e EUA se recusarem a sediar o Mundial.
A Argentina, depois de uma fracassada campanha em 1982 na Espanha e um titulo suspeito jogando em casa, com aquela vergonhosa vitória sobre o “vendido” Peru, por 6 x 0 estava disposta a mostrar ao mundo, que era capaz de vencer sem ajuda amiga.
O time comandado por Carlos Bilardo jogava no 3-5-2, com uma zaga formada por Ruggeri, Brown e Cucciufo, um meio de pegada, com Enrique e Batista e o ataque formado por Burruchaga, Valdano e Maradona, não tomou conhecimento dos Coreanos e venceu a primeira partida por 3 x 1, com gols de Valdano (2) e Ruggeri.
Argentina 1986


O segundo jogo seria com a campeã Itália, atual campeã mundial, com o placar de 1 x 1 gol de Maradona pelos hermanos. Fechando a primeira fase em primeiro lugar, veio a vitória de 2 x 0 sobre a Bélgica, com gol de Valdano e Burruchaga. Nas oitavas-de-finais, vitória difícil de 1 x 0 contra o Uruguai.

No dia 22 de junho, o jogo de mais polemica, em que Diego Maradona, faria o gol intitulado por ele próprio “La Mano de Dios”, feito com a mão do argentino. No mesmo jogo, viria o gol entre os mais bonitos de todas as copas, em que diegito dribla meio time inglês e faz um golaço.
La Mano de Dios


Argentina 2 x 1 Inglaterra, classificada para as semifinais, o melhor jogador do mundo naquele tempo Diego Maradona, faria os dois gols da vitória sobre a Bélgica,  que levaria a seleção para mais uma final.

O seu adversário seria a Alemanha, que fez uma primeira fase difícil empatando com Uruguai 1 x 1, ganhando o jogo magro com Escócia 2 x 1 e perdendo pela Dinamarca, por 2 x o sensação daquela competição.

 
Mattâus

 A Alemanha do craque Matthâus venceria nas oitavas-de-finais o Marrocos por 1 x 0.Nas quartas só passaria pelo México nas disputas de tiros livres na marca do pênalti, por 4 x 1, depois de um sofrido, 0 x 0 no tempo normal.
Nas semifinais, a Alemanha ganhou de 2 x 0 da França de Platini, que tinha derrotado o Brasil também por pênaltis, depois de no tempo normal Zico perder uma cobrança.
A final seria disputada no Estádio Azteca, Cidade do México, para 114 mil pessoas. O Brasil campeão em 1970 no mesmo lugar contava com o consolo de ter um arbitro no apito: Arppi Filho. 
Diego Maradona



            A Argentina teve dificuldade por enfrentar uma forte marcação de Matthâus pela Alemanha, mas conseguiu abrir dois a zero, com gols de Brow e Valdano, depois Rummenigge e Völler empataram. No fim com uma falha dos alemães, Maradona deixou Burruchaga na cara do gol e o Bi-campeonato veio para os argentinos 3 x 2.
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