quinta-feira, 20 de março de 2014

Hungria a melhor se esquece do retrovisor e perde para Alemanha em final memorável em 1954


No ano em que a seleção brasileira tentava se recuperar do fracasso de 1950, surge um esquadrão arrasador na Copa do Mundo de futebol da Suíça em 1954, em comemoração aos cinqüenta anos da Fifa.  Trata-se da seleção húngara do craque do campeonato Puskas.

A Hungria formada com base na equipe do Honved (equipe do país, ligado ao exercito), invicto há quatro anos, com 23 vitórias, quatro empates, 114 gols a favor e 26 contra. Haviam conquistado as Olimpíadas de Helsinque em 1952, tinham como treinador Gusztaw Sebes, uma equipe que jogava com bastante ofensividade.
Puskas

A Copa foi realizada entre o dia 16 de junho a 4 de julho, com 16 participantes, sendo 11 seleções européias, três americanas e duas asiáticas. Essa foi à maior média de gols até então, sendo 5,3 gols por partida, a artilharia coube a Sándor Kocsis 11 gols, tendo a Hungria feito a maior goleada em cima da Coréia do Sul por 9 x 0.

O Brasil vinha com mudanças desde a sua ultima participação em mundiais, principalmente no comando técnico, Flávio Costa deu lugar a Zezé Moreira e com ele o selecionado ganhou seu primeiro titulo oficial em 1952, conquistando o primeiro titulo oficial internacional O Pan-Americano no Chile.

Outra mudança era de cores nos uniformes, já que a “maldita” camisa branca e calções pretos dera “azar”, naquele mundial com o maracanaço. O jeito foi adotar cores mais de acordo com nossa bandeira. Camisas amarelas e short azul.

TV

Em 16 de junho de 1954, o jogo Iugoslávia 1 x 0 França, no Stade Olympique de La Poitase a Televisão faz sua primeira transmissão de futebol, com direito a ver o único gol de Milutinovic, aos 15 do primeiro tempo.  Com isso os jogadores passam a adotarem números fixos na camisa para facilitar aos telespectadores conhecerem quem ta jogando.

Hungria e o Milagre de Berna

Como no inicio da matéria, comentei, o Brasil buscava recuperar-se da Copa passada, porém não contava em enfrentar a melhor equipe do momento.
Antes na primeira fase o Brasil terminou em 1° no Grupo 1, com uma vitória de 5 x 0 no México e o empate de 1 x 1 com a Iugoslávia. Momento curioso, onde os jogadores brasileiros foram ao vestiário chorar o empate pensando estarem fora da próxima fase, só depois souberam e comemoraram a classificação.
A Hungria no seu grupo ganhou de 8 x 3 da Alemanha, que havia poupado o time de titular para não serem humilhados. No jogo anterior a equipe húngara já tinha arrasado os coreanos como foi já foi citado.
Nós tínhamos Nilton Santos e Djalma Santos, Didi e Julinho (atacante que um dia entraria para história com a vaia no Maracanã). A seleção da Hungria tinha o Cristiano Ronaldo da época e que jogava também no Real Madrid. Mas ele não jogou contra o Brasil, fora poupado.


Seleção Brasileira 1954

Tínhamos habilidade, mas ainda não possuíamos esquema tático nenhum e por isso com uma seleção no 4-3-3, fomos para cima da melhor do mundo na época. No mesmo estádio que seria palco da final pouco mais de cinco dias depois, perdemos por 4 x 2.
A Alemanha não tinha estreado bem, mas se recuperou no segundo jogo contra a Turquia e venceu bem 7 x 2. Na outra fase um 2 x 0 na Iugoslávia.  E nas semi-finais uma goleada de 6 x 1 sobre a Áustria, lhe credenciavam para pelo menos complicar a vida do favoritismo húngaro.
No dia do grande jogo, 04 de julho de 1954, chuvinha em Berna, nada que atrapalhasse o publico de mais de 60 mil torcedores no Estádio Wankdorf. Porém um jogador em especial esperava ser o seu dia: Fritz Walter, capitão alemão, bem adaptado a esse clima de chuvas. E ainda prejudicava o bom toque de bola da Hungria.

O jogo

Em pouco mais de sete minutos a seleção da Hungria já vencia por 2 x 0, com um gol de Puskas e outro de Czibor. Nos vinte minutos da primeira etapa o placar já denunciava 2 x 2.
No segundo tempo, a insistência da Hungria em marcar o gol de desempate não surtia efeito e a Alemanha ia “matando o boi no cansaço”. E quando percebeu que podia mais, por ver a defesa húngara em frangalhos, via cada vez mais nítido a chance de marcar o gol crescer.

Numa sobra de bola da zaga, a Alemanha faz o terceiro gol, aos 39 minutos do segundo tempo. Puskas ainda marca, mas o juiz anula o gol. Fim de uma seleção quase imbatível.

O treinador Sepp Herberger pode levar a sua Alemanha ao primeiro titulo mundial em cima de um mito, coisas do futebol.





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