domingo, 30 de março de 2014

Belo futebol não é tudo, a Itália sabe disso e se torna Tri-campeão em 1982


Embalados pela música “Voa Canarinho, Voa”, do lateral direito da seleção brasileira, Junior, pela RCA -Victor, o Brasil embarcou para Espanha em busca de um título tão sonhado por aquela geração de Leandro, Toninho Cerezo, Paulo Roberto Falcão, Zico, Sócrates e Éder, comandados pelo técnico Tele Santana.
A competição seria disputada entre 13 de junho e 11 de julho. Pela primeira vez, 24 seleções disputavam o título mais importante do futebol, na sua 12° edição. Existia adversário para o Brasil?

A Itália havia perdido há quatro anos, com um time superior. E estava no torneio com jogadores experientes, como o goleiro Dino Zoff, Antônio Cabrini, Giuseppe Bergomi, Cláudio Gentile, Gaetano Scirea, Francesco Graziani, Gabriele Oriali, Marco Tardelli, Bruno Conti e o futuro carrasco do Brasil: Paulo Rossi.
Itália 1982
A Argentina mesmo com jogadores campeões mundiais como Mario Kempes e Daniel Passarella e a revelação Diego Maradona, não estava vivendo um bom momento.
A França tinha Michel Platini, Tigana e Dominique Rocheteau. A Alemanha vinha com Rummeningge, à Bélgica havia sido vice-campeã européia.
Se aqui estamos de cabelo em pé com 12 Estádios para abrigar um mundial com 32 seleções, o que dizer da Espanha, com 24 países jogando em 17 estádios em 14 cidades, com destaques para o Santiago Bernabeu com capacidade para 91 mil pessoas em Madri e Camp Nou com 120 mil pessoas em Barcelona.
No grupo A, Itália sofreu para passar de fase com um empate por 0 x 0 com Polônia e dois empates em 1 x 1, com Peru e Camarões respectivamente. Passando pelo critério números de gols marcados em segundo lugar.
No grupo B, a Alemanha passou com certa facilidade depois de uma derrota na estréia contra a Argélia. No grupo C, a Bélgica com duas vitórias e um empate ficava com a primeira colocação.

A Espanha dona da casa fez um simples e passou com uma vitória e dois empates.
Zico
O Brasil no grupo F, não tomou conhecimento dos concorrentes e com dez gols a favor e só dois contras ganhou de todos. 2 x 1 na URSS, gols de Sócrates e Éder. Contra a Escócia 4 x 1, com Zico, Oscar, Éder e Falcão. A Nova Zelândia foi a vitima do terceiro jogo. 4 x 0, dois gols de Zico, um de Falcão e outro de Serginho Chulapa.
Esse retrospecto credenciaria o Brasil a disputar o título. Mas viria a segunda fase com quatro grupos de três equipes cada, se classificando somente o primeiro de cada grupo para semi-finais.

No grupo 1 deu Polônia passou, no 2 Alemanha, no 4, França. Viria a batalha do grupo 3: Brasil, Argentina e Itália. No primeiro jogo, Itália venceu por 2 x 1 a Argentina. Depois foi a vez do Brasil também ganhar dos hermanos por 3 x 1.
José Carlos (batalha de Sarrià)
Ai viria à batalha de Sarrià, em Barcelona para 44 mil espectadores. Itália faria a virada mais louca da história do futebol com três gols de Paulo Rossi, o Brasil perdeu, depois disso, ninguém nem se lembra o que vem depois na Copa.

Para relembrar a Azurra venceu a Polônia e a Alemanha e se tornaria a segunda seleção a ganhar três títulos.

Postar um comentário