sábado, 29 de março de 2014

1978, um golpe no povo e um golpe contra o futebol, Argentina campeã


Há 38 anos, por meio de um golpe militar, no dia 24 de março de 1976, a Argentina, passaria a enfrentar a mais sanguinária ditadura militar da América do Sul. Entre 1976 e 1983, os militares teriam assinados por volta de 30 mil pessoas, segundo ong´s ligadas aos direitos humanos.
Jorge Rafael Videla

Em meio a esses acontecimentos, uma Copa do Mundo de futebol, mexeria com a nação. O ditador Argentino Jorge Rafael Videla, crente ser um líder divino, usava a competição como forma de propaganda política de seu governo.

Rock


No ano que a ditadura tomava o poder na Argentina, o cinema via estrear uma das suas obras primas: “Rock, Um lutador” estrelado por Sylvester Stallone, que assinavas também o roteiro.
Rock

O filme fala de um capanga de agiota e ao mesmo tempo boxeador amador, da Filadélfia, que ver sua vida mudar ao ser desafiado pelo campeão do peso-pesado Apollo Doutrinador.
O trabalho rendeu nove indicações ao Oscar, ganhando três estatuetas. Depois viriam mais cinco filmes, da sequência, 1979, 1982, 1985, 1990 e 2006.

Raul Seixas


Já em 1978, uma lenda do rock brasileiro, o baiano Raul Seixas lançaria um LP de grande sucesso: “Mata Virgem” pela gravadora Wea foi um trabalho, que surgiu depois que o cantor se enclausurou em uma fazenda na Bahia para se cura de pancreatite, devido ao consumo exagerado de álcool.

São sucessos como “Judas”, “A Profecia”, “Mata Virgem”, com parcerias de composição com Paulo Coelho, Claudio Roberto e Tânia Mena Barreto.

A Copa suspeita

O futebol estaria presente em 38 jogos, com 102 gols, entre os dias 01 e 25 de junho de 1978, com aproximadamente um milhão e 500 mil pessoas presentes.

A Argentina se classificaria para a final, ao vencer por 6 x 0, o Peru em jogo que o goleiro peruano, Ramon Quiroga, argentino da cidade Rosário, falhara em vários gols.
Ramon Quiroga

A Holanda, depois de uma primeira fase ruim, com uma vitória sobre o Irã por 3 x 0, empate com o Peru 0 x 0 e derrota para a Escócia por 3 x 2, teve uma melhora na 2° fase de grupos e venceu a Áustria por 5 x 1, empatou com a Alemanha por 0 x 0 e ganhou da favorita Itália, indo a final.

Dirigidos por César Luís Menotti, a Argentina contava com uma zaga formada por Passarela, Gallego e Luís Galvan; o meio-campo de Ortiz, Ardiles, Olguin, Tarantini e Kempes; e o ataque com Luque e Bertoni. O 3-5-2, que fez a equipe marcar 15 gols e sofrer apenas quatro.
Mario Kempes

A Holanda não era a mesma, sem Johan Cruyff, mas conseguira o feito mais uma vez de chegar a final, desbancando gente grande. Mas na final no Estádio Monumental de Buenos Aires, 71 mil pessoas viram a garra vencer, por 3 x 1 a Holanda na prorrogação e trazer mais um titulo mundial para o futebol da América do Sul.

Os craques do mundial eram Rocheteau, Platini, Tigana e Six (França); Dinamite, Zico e Roberto Rivellino (Brasil).




Aliás, a seleção brasileira na competição percorreu 4.659 km para disputar seus setes jogos durante a Copa, ganhando a disputa pelo terceiro luar, contra a Itália, com 1 x 0 gol de Nelinho.

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