quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Uma bandeira para mudar apenas de cor e continuar igual

           
Como o novo Imperador D. Pedro I, começou a centralização do poder no Brasil, muitos movimentos contra o poder central surgiram em vários lugares. Um deles em especial representa a nossa região Nordeste, a chamada Confederação do Equador que em 1824 no mesmo ano da promulgação da primeira constituinte brasileira tentou proclamar a sua independência.
             De certa forma esse movimento queria dar asas para uma região que foi por muitos anos esquecidas, das políticas públicas brasileiras, até a chegada do governo Lula no Brasil que melhorou um pouco, mas ainda falta muito claro.

            Porém vale lembrar que a briga naquele momento era por poder dos produtores do açúcar e do algodão do norte contra o monolítico sul. Na própria bandeira da Confederação se observa a união dos dois principais produtos que estão ligados tanto à abertura dos portos e o desenvolvimento, como também ao retrocesso de ser colônia portuguesa.

         Como em tantos outros movimentos o povo, seria apenas usado para o fim que era a independência do Nordeste, mas depois o lugar deles era de ser subjugado por outros senhores.
            Não se pode avaliar ao certo se hoje livres seriamos mais desenvolvidos, o certo mesmo é que diante da complexidade que é o Brasil dar para imaginar que um local menor para investir seria bem melhor de se gerenciar e atender as demandas de toda a população.
            Frei Caneca foi um líder religioso e engajado com bons propósitos em busca de libertar sua região do julgo colonialista. Diferente de outros lideres do movimento que eram mais interessados em que seus negócios fossem favorecidos e por isso queria a República como forma de ter um contato direto com o exterior para exportar seus produtos.
            Independente de uma análise mais apropriada e que ligue o evento de 1824 as elites, pode-se ver que foi importante como um grito a parte na história do Nordeste e principalmente de Pernambuco que sempre teve pensamentos liberais ligados as novidades que aconteciam tanto nos EUA, como na Europa em termos de inovações políticas, que pena o sufocamento e destruição de um ideal, mesmo que torto, nos fez ficar reféns das forças manipuladores que ainda controlam o Nordeste por meio de poucas famílias de “coronéis”.


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