segunda-feira, 15 de julho de 2013

Velha classe média e nova classe média

O Brasil cresceu nos últimos anos e com esse desenvolvimento é claro, vieram os problemas de inchaço nas grandes cidades. Muitos brasileiros que ascenderam socialmente, a classe C (nova classe média), conquistaram direitos antes apenas alienáveis à velha classe B (pessoas que ganham entre R$ 4561,00 e R$ 10.000,00). 

Entre 2004 e 2010 segundo a pesquisa Fractal, 32 milhões ascenderam e 19,3 milhões saíram da linha da. pobreza. Hoje a classe média conta com 94,9 milhões de pessoas (50,5% da população brasileira). 68% dos jovens da nova classe média estudaram mais que seus pais. 

classe média estudaram mais que seus pais. 
            Essa classe em 2009 gastou 881 bilhões de reais, investiu 15,7 bilhões em educação, mas o número de usuários do sistema de saúde cresceu 9%.
            O que isso significa? Vamos primeiro tentar fazer um olhar para a velha e para nova classe média social.
            A velha classe social era aquela que antes do Governo Lula assumir tinha todos os privilégios, como acesso a cartão de credito, facilidades para comprar carro, imóveis, enquanto tinham ao seu dispor serviçais que lavavam suas roupas, arrumavam suas casas e levavam seus filhos as escolas em transporte escolar em carros como van por exemplo.
            Eles dessa classe média antiga, tinham direito a frequentar clubes associados as suas profissões tipo clube de advogados, de gráficos, de médicos.
            Enquanto as pessoas que hoje são da nova classe média estavam ali como pedreiros, motoristas de ônibus, taxistas, faxineiro, porteiros, com um salário arrochado pelo Governo FHC, que preferia fazer dividas com bancos estrangeiros e no fim a conta caia nas costas do assalariado.
            Ai veio 2002, Lula virou Presidente e tudo mudou, veio o Bolsa Família, o Programa Universidade Para Todos (PROUNI), o FIES ficou bem mais acessível a todos e as cotas das Universidades públicas permitiam ao pobre ter acesso a educação.

            Nesse instante vieram os conflitos, quem antes era servo da classe mais antiga, passou a disputar o mesmo espaço e ter os mesmos direitos, ai veio às revoltas como essas manifestações por melhores qualidades do serviço. 

Já que o pobre agora tem dinheiro para viajar a Europa ao lado do mais abastado e isso gera certa chateação de quem se sentia privilegiado. Claro a mobilidade urbana ficou ruim, pois os pobres compraram carros e tem direito também ao espaço público e agora a solução é criar meios para que as pessoas tenham um transporte público de qualidade e deixem o carro para o fim de semana ou quando forem viajar.
            Tem gente que não suporta ver um filho de pobre sair de um bairro periférico de Fortaleza e ir para a Fanor (Universidade particular) dividir espaço com os playboys. Foi uma mudança que gera ódio e que essa raiva é alimentada pela Globo, Veja, Estadão e Folha, a trincheira de defesa da elite no Brasil e que virou um partido politico, conhecido por PIG (partido da Imprensa Golpista).

            O certo é que essas pessoas que estão tendo chances que seus pais não tiveram possam defender esse governo atual, pois o risco de entrar um novo governo de direita e fazer o retrocesso no Brasil é grande.
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