terça-feira, 4 de junho de 2013

A Copa das Confederações e a Revolta da Vacina

As vésperas do torneio de futebol mais importante de preparação para a Copa do Mundo de 2014, a mídia brasileira, parte de movimentos sociais e partidos de oposição ao Governo Federal, não conseguem ver o lado bom da competição que irá atrair os olhares do mundo.

Isso não é novidade por aqui, nós somos o país do contra. A frase de Nelson Rodrigues de que vivemos de um complexo de vira latas se encaixa bem nesse nosso momento. Que a Veja, Globo, Folha, Estadão, tenham contido os ânimos para os ganhos sociais do torneio era normal esperar isso deles, já que se comportam como um partido de oposição ao Governo Federal. Usam seus editoriais para massacrar os gastos do torneio, sem tentar mostrar o retorno que eles mesmos vão ter principalmente a Globo detentora dos direitos de transmissão.

            Em 1904, diante da grave epidemia de varíola que assolava o Rio de Janeiro, o Governo Federal da época se viu diante uma situação complicada, aprovar uma lei que obrigasse a população a tomar a vacina para se ver livre da doença. O que hoje foi uma idéia razoável e compreensível tornou-se uma guerra urbana, de pessoas nas ruas do Rio de Janeiro quebrando tudo, com apoio de cadetes. No fim a vacina salvou todos.

Somos o país do futebol, temos cinco títulos mundiais e temos os jogadores mais cobiçados do mundo, vide Neymar ontem se apresentando em Barcelona para um estádio com mais de 52 mil pessoas para vê-lo.
            Temos graves problemas sociais é bem verdade, mas não se resolveriam esses problemas se deixássemos de realizar os jogos de futebol, pelo contrário os dois torneios Copa das Confederações e Copa do Mundo vão trazer um retorno fantástico ao turismo do Brasil e uma mudança logística grande.
            Isso não tira a importância dos Comitês Populares da Copa, que realizam o trabalho extraordinário nas cidades sedes dos jogos, contra as remoções desumanas, exemplo de Fortaleza em que Cid Gomes Governador do Ceará visitou comunidades nas proximidades da Via Expressa causando muita confusão.

            O certo é que as famílias têm todo o direito de querer estar em locais onde historicamente moraram e não querer as ofertas para irem morar em bairros distantes.

Porém para, além disso, tudo cabe falar: Se a cidade é de todos, alguém deve fazer o sacrifico para que aconteça o progresso, como alargamento de ruas, construção dos viadutos. Não podemos tomar o exemplo da Revolta da Vacina e tomar atitudes parecidas, quando podemos olhar para o passado e ver que essa Competição nos fará recordar para sempre momentos mágicos.
            Mas para alguns seguir uma bandeira de luta, pode em algum momento servir para ganhar votos lá na frente se usando do sofrimento do povo.  O que não podemos é deixar de torcer juntos, independente de classe social, para um bom futebol e estádios cheios mostrando a alegria que só o povo brasileiro sabe mostrar.


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