sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Nem sempre abandonar algo significa ato de covardia

O mundo se chocou nos últimos dias, quando o Papa Bento XVI, resolveu renunciar seu cargo de Pontífice máximo da Igreja Católica. Caso que não ocorria desde a idade média com Gregório 12 em 1415. 
            Mesmo perdendo importância perante os desafios mundiais, a Igreja Católica ainda é de longe a religião mais tradicional da era cristã e por isso as mudanças na sua estrutura afetam as relações mundiais. Joseph Alois Ratzinger, Alemão nasceu em 1927 na região da Baviera.
            Foi acusado de ser um dos seguidores de Hitler, quando pertenceu a juventude nazista, coisa que na verdade era obrigatório a partir de 1938, até o fim do Terceiro Reich em 1945. Aliás, seu pai Joseph, combateu o nazismo. O futuro papa, ainda perdeu um primo como síndrome de down, num processo de eugenia, aplicado pelos nazistas.

            Depois como perito em teologia, participou do Concilio Vaticano II e defendeu o uso da língua local nas missas, invés do latim que era praticado.

Em 1981, já como Cardeal foi apontado como prefeito da Congregação para Doutrina da Fé. Uma espécie de inquisição moderna. Por isso, foi muito criticado fora da igreja católica. Até porque seus escritos sempre eram mais apegados ao dogmatismo cristão.
            No Papado não foi diferente, teve atitudes duras contra temas como, homossexualidade, pesquisas genéticas e outras religiões. Porém não podemos deixar de ver sua grandeza em ver que a igreja precisa de mudanças e que existe um racha dentro dela.
            Como alguém que está fora de qualquer igreja, o que posso falar na verdade é que foi uma atitude de coragem, deixar um cargo tão cobiçado e de tão grande poder  como chefe de um estado, no caso o Vaticano e ir para o ostracismo, o talvez esquecimento.
            Na vida devemos saber o momento certo de avaliar, se estamos fazendo a coisa certa.            Quantas vezes entramos em alguns projetos e desistimos no meio do caminho e por isso somos cobrados por não estarmos mais fazendo parte daquilo.
            Eu mesmo, já entrei em várias situações e sai delas quando vi que não era mais para mim. Covardia é continuar em algo por medo das criticas.


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