quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Busca-se um Papa que dialogue com o mundo

Os noticiários do mundo todo trazem hoje a despedida do papa Bento XVI do seu cargo de chefe máximo da Igreja Católica. Foram oito anos no poder, e agora ele vai se recolher em Castel Gandolfo, onde vai passar alguns meses antes de ir para um convento.

            No seu lugar vai ficar o carmelengo, cardeal Tarcísio Bertone, que fará o processo de escolha do novo papa. 
Agora a cadeira mais importante da Igreja Católica ficará assim a partir de amanhã, vazia, em busca de um homem menos rigoroso com dogmas e mais aberto ao dialogo com o novo mundo que surge pela frente, com novos desafios a cada dia.
            Ser papa, não deve ser nada fácil. Além de falar diverso idioma tem de se cumprir uma rotina rigorosa de trabalhos, com audiências públicas e particulares com segmentos dos mais diversos do mundo todo, além é claro de viagens de evangelização em eventos em muitos países.
            O Papa que deixa hoje o comando de tudo era um intelectual a altura dos questionamentos do mundo contemporâneo, porém não mudou uma vírgula para ajudar as pessoas que tem seus direcionamentos diferentes, como no caso os homossexuais.
            Como ficará a mais tradicional religião do mundo daqui para frente? Não sei, realmente fica a grande duvida, pois onde tem mais católicos no mundo no caso o Brasil, o rebanho está decrescendo. Entre 1991 e 2009, caíram 14,91% de adeptos, enquanto os evangélicos subiram 2,35%, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2011.
            Claro que estamos em 2013 e muita coisa mudaram. Porém se os evangélicos conseguiram muitos frequentadores graças aos grupos neo-pentecostais, os grupos carismáticos católicos, no período de Bento XVI foram enfraquecidos pelo rigor doutrinário.
            Não existe mais saída para radicalismos no mundo atual, pois as pessoas gostam de ser mais ouvidas e de ter suas opiniões respeitadas. Para hoje se ganhar mais fiéis deve se entrar em contato com o que realmente sente cada um e tentar ter uma Igreja Católica mais acolhedora e menos palmatória do mundo.
Postar um comentário