terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Edney Silvestre

29/01/2013: (Edney Silvestre)
            Filho de ex-ferroviário e cobrador de ônibus e mãe tecelã, Edney Silvestre nem imaginaria ser jornalista sua profissão atual, mas o destino lhe pregou muitas surpresas. Estudou História, mas sem dinheiro abandonou a faculdade e foi ser datilógrafo.
Edney Silvestre
Por coincidência da vida, como consta na matéria especial da Revista Imprensa, edição janeiro/ fevereiro n° 286, surgiu uma vaga na extinta Bloch Editores. Citando uma frase de que gosta de evocar – "Como não sabia que podia, foi lá e fez" –, a disposição de trabalho o levou a ser uma espécie de "faz tudo" da redação. Como um editor informal, o jovem comandava o conteúdo de revistas como Fatos & Fotos e Pais & Filhos.

            Pouco tempo depois, chegaria à redação de O Cruzeiro, na equipe que visava “ressuscitar” a publicação. No auge da ditadura, não tardaria para sentir o peso da censura. Uma reportagem feita na cidade baiana de Maragojipe que expôs a ligação do regime militar com o fechamento de uma indústria de tabaco local não seria publicada. "Quando cheguei à redação, só fui comunicado da demissão."
            Mas o mais impressionante nesses 40 anos de carreira foi quando foi destacado para a TV Globo Nova York. Sem nenhuma experiência na TV, teve que aprender esse novo formato, já que vinha do jornal impresso O Globo.
            Cinco anos antes, tinha chegado a Globo, vindo da área publicitária, que entrou quando tinha saído da Revista O Cruzeiro.
Edney Silvestre nasceu em Valença em 27 de abril de 1950, já venceu o Premio Jabuti de Melhor Romance 2010 e o Prêmio São Paulo de Literatura Categoria Estreante com seu primeiro romance, "Se eu fechar os olhos agora".


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