sábado, 25 de agosto de 2012

Egito e o olhar para a eternidade


Basta olhar para as pirâmides e ver nelas algo especial. Primeiro elas serviam como local onde os Faraós eram colocados apos a morte, cobertos de ouro e revestidos do processo de mumificação. Depois se observa com a construção de obras arquitetônicas tão grandes, o trabalho escravo empregados nesse fim.

Há que se notar na sociedade egípcia um fascínio pelo domínio. Afinal a história do Egito antigo dividido em dinastias onde os próprios faraós sentiam-se Deuses que subjugavam o povo. Você vê isso pela própria forma de que os mortos eram enterrados, seja pelas pirâmides: Reis ou Faraós, ou mesmo Mastabas quando era os nobres que eram enterrados com a esperança de uma vida apos a morte rica.

            Enquanto isso os servos eram tratados de maneira diferente. Afinal a arte voltada para os mortos era ligada mais a elite do que a sociedade egípcia como um todo. As próprias obras esculturais que trazem a efígie do Faraó ou mesmo a representação do casal real mostram isso.

Em todas as sociedades desde a Pré-História o homem busca esse contato com o sobrenatural. Os povos antigos viam que o culto a representação de animais por meio de desenhos ou escultura como a deusa da fertilidade, trazia resultados práticos para a sua sobrevivência. Era dessa forma que desenhavam bisões que eles caçavam.

Por mais que se façam criticas ao grande império egípcio ligado ao faraó importante observar que a sua sustentação como sociedade se deu através desse culto a personalidade dos Faraós. Como se o povo se sentisse mais protegido, dos ataques de outros povos, já que nesse tempo quem tivesse forca venceria os inimigos.

Por mais que esse feito de querer se eternizar fisicamente não tenha se concretizado, a sua arte deixou marcas que não se apagam com o tempo. Basta vermos filmes como Indiana Jones, Cleópatra onde vemos a beleza da representação de grandes monumentos e da vestimenta do povo daquela época. Claro ressaltando que a arte por muito tempo representou apenas o reflexo das elites, sendo o belo visto como algo para quem tem posses.
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