segunda-feira, 16 de julho de 2012

Na Estrada filme Diretor:Walter Salles

Quando entrei na sala de projeção número 5 no Cine Iguatemi, com minha pipoca em mãos e Sukita, me vi de frente com uma sala bastante madura, eram pessoas de terceira idade (acima de 60 anos), tinham alguns jovens também de idade acima de 25 anos. 

Pessoas que viveram a época que o filme retrata. Final dos anos 50 e parte dos anos 60.  Sentei-me e fiquei ali, comendo a pipoca enquanto esperava começar o filme. Olhei para os lados na tentativa de encontrar alguma paquera. Do meu lado esquerdo tinha um casal. Reparei uma jovem sozinha a minha direita, um pouco a frente, mas já mais iria me arriscar ai sentar do seu lado, isso chamaria atenção de todos e podia ser que ela se levantasse e ficaria ali pagando mico. 
                   Com o passar do tempo, a sala ficou escura e começou a exibir a projeção. Hoje nas salas de cinema. No caso do Iguatemi, do grupo Kinomax, são exibidas propagandas antes de cada filme, além do trailer de filmes que ainda vão estrear. 
                   O filme conta a estória de um escritor Sal que esta em busca de escrever um livro. Ele tem o amigo chamado Carlo que é gay e deseja escrever poesias. Carlo apresenta Dean a Sal. Dean que passara anos presos por roubo namora Marylou. Ele é o típico cara, bonito, engraçado e que dar conta de várias mulheres ao mesmo tempo. Inclusive Carlo é apaixonado por ele.
                   Eles viajam em busca de novas experiências pelo país e no meio das aventuras experimentam novas sensações para uma época difícil, onde a moral era contra quem fugisse as regras padronizadas.
                   Dean engravida uma moça e promete se casar com ela, no entanto segue viajando com Marylou. Sal, que fica sempre no centro da estória segue muitas vezes sua viajem sozinha. Chega a trabalha em várias funções como estivador, coletor de algodão, onde conhece uma jovem mãe e vive um breve romance com ela.
Sal volta para casa dos pais no Natal e depois recebe os amigos. Viajam novamente juntos.     Quando Dean vai viver com a mãe do seu filho. Marylou tem uma noite de amor com Sal e depois vai se casar com o noivo que é marinheiro. Sal resolve ir para o México e Dean vai com ele. Lá fica doente e Dean vai embora e o deixa lá.
                   O filme nos leva a busca pelos nossos sonhos. Não podemos ficar parados diante das situações que a vida nos coloca. Somos paralisados pelos problemas, medos, ansiedades e assim vamos nos apequenando diante de tudo e perdemos o sentido de nossa existência. 
                   Várias perguntas nos faz o filme, como a maturidade, será que estamos preparados para viver as responsabilidades da fase adulta?Isso se percebe quando Dean  já pai de um filho e com a mulher esperando outro, prefere sair com o amigo      Sal e quando a mulher o questionando uma ameaçando para que saia de casa, ele não consegue entender o que uma mulher passa na gravidez e que muitas vezes o que ela fala serve para ele reagir e  assumir suas funções de marido, num entanto ele se sente livre e vai embora, mesmo depois voltando para mulher mais na frente. Sal faz aquele papel de observar as coisas e repensar sobre comportamentos. 
                   No filme ainda temos outros personagens que nos traz alguma lição de vida, apesar de o filme ser um questionamento do status quo. Foram mais duas horas de exibição e quando sai já por volta de 18h30min estava mesmo mudado, isso sim, uma ótima experiência. Leva-me a buscar mais sobre Jack Kerouac esse belo escritor da Geração Beat que foi a desbravadora de um mundo sem igual.  O filme foi forcado em 23 milhões de dólares.
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