quinta-feira, 10 de maio de 2012

CQC quem gosta continua vendo



Quem critica esse programa se esquece de que ele tem um papel importante na grande mídia, se usar da critica a política como uma forma de crescer a sua própria audiência. Homens de gravata, terno e com um ar contestador, assim são os homens de preto da Band que revolucionaram a forma de fazer reportagem com humor falando de temas sérios. 

            Por um breve momento o programa parecia ser a voz que faria o diferencial em termos de fugir do padrão enlatado de fazer jornalismo, porém o tempo foi passando e se viu que apenas parecia ser o que nunca foi. Mas repito criticar é fácil, pois você achava que aquilo era jornalismo e fica frustrado ao saber que é humor em formato de seriedade. Vivemos uma democracia e com ela a liberdade de expressão para falar o que der na telha. 


            O problema na verdade é outro, é a turma de Marcelo Tas querer usar dos espaços para a discussão pública e fazer com que vire algo ridículo, um show particular, coisa que o jornalista que chega cedo, ao caso da coletiva de imprensa da Hilary Clinton preparado com uma pauta e um tempo para concluir sua matéria não aceita atitudes como ao que o CQC teve ao levar uma máscara para a chefa de Defesa Americana. 
 
Outros programas como Legendários, Pânico na TV, Nas Garras da Patrulha, como tem um caráter mais informal podem se usar do humor escrachado, sem correr o risco de parecerem idiotas, pois já são "bobos" por natureza. Quando fazem alguma denuncia seria ficarmos até espantados com a variação que acontece.

            O Brasil já vem tentando há muito tempo fazer programas de denuncia que não caiam no clichê de programa policial. Quem não se lembra do famoso Aqui Agora no SBT, que tinha repórteres como Gil Gomes, Celso Russomano e que virou escola para outros programas espalhados pelo Brasil como Barra Pesada, Cidade 190, Rota 22. Ai nesses programas tem o que lançou o Ratinho lá no Paraná na GNT com o apresentador com um cassetete parecido com um rolo de fumo dando pancada na mesa e criticando a violência.

Hoje quem domina esse tipo de programa é o Datena. Mas também é utilizado o mesmo recurso em programas como do Gugu, Luciano Huck, mexendo com os sentimentos das pessoas em troca de prender a audiência.

            O Problema eu acho que é estrutural, pois enquanto tiver um sistema como o nosso que privilegie o monopólio da informação, fica difícil apresentar um produto que fuja dos padrões midiáticos.



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