quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Largo da Mocinha ultima noite de Carnaval


       
            Já fazia 52 dias que eu não tomava um gole de álcool. Deixei de beber porque queria ser mais saudável e viver de uma forma mais equilibrada, pois o álcool nos tira às vezes a razão e nos deixa totalmente emocional. Ontem como era o ultimo dia do carnaval, fiquei sem saber qual destino tomar: Aterro de Iracema com Arlindo Cruz, Avenida Domingos Olimpio, Cinema no Via Sul onde teria promoção de três filmes por 10 reais. Que duvida cruel!
                Com meu tio Claudio passou aqui na casa da minha Irma na Praia de Iracema, ficamos aqui mesmo durante a manha conversando besteiras, estávamos dizendo a diferença entre pobres e ricos. Quando o pobre chega, já é fazendo barulho, já o rico chega aos cantos com mais delicadeza. Minha mãe ali do lado vendo a nossa licença poética em relação às classes ficava com raiva, mas depois via que era brincadeira e caia na gargalhada.
                   Já perto de 17 horas eu chamei meu tio para dar uma olhada no Bar da Mocinha que fica na Rua Padre Climério. Cheguei com intenção de passar somente meia hora. Pois não queria deixar minha mãe só. E realmente voltei para buscá-la porem encontrei a casa fechada e voltei de novo para o local, que já estava mais cheio.
                Fiquei ali tomando minha água mineral e vendo a movimentação das pessoas. Dílson Pinheiro tinha aberto a tarde e iniciou-se a musica com o bloco Num Ipaia Si Não Ienche. Não tem como não admitir que tenha muita mulher bonita, estava ficando tonto. Estudantes, intelectuais, boêmios, um verdadeiro carnaval sem precisar sair de Fortaleza para se divertir.
                Quando já era 18 horas o negocio começou a pegar fogo. Tomei uma latinha de refrigerante, fiz algumas amizades e percebi que aquilo poderia ficar melhor e me aproximei de um grupo de mulheres lindas, ainda puxei conversa com uma loira, estava achando que podia rolar a algo.
                De uma hora para outra apareceu uns amigos meus. José e seu irmão, que como eu também eles usam óculos. Se fosse numa casa de forró poderiam nos achar uns nerds e ficaríamos excluídos, mas ali no Largo da Mocinha o que importa são as idéias. Meus amigos começaram a beber e eu acabei o jejum e comprei uma latinha.
                Por coincidência quando comecei a beber chegou meu tio com umas mulheres e me apresentou uma baixinha, ficamos amigos e foi bom. Mas eu estava de olho em outra jovem de preto. Meu tio estava mais perto dela e ficava tentando ganha-la, mas eu via que ela não estava afim dele, pois ficava me olhando.
                Lembro-me que perdi dinheiro. Outra coisa que fiz foi flertar com uma jovem que estava vendendo cerveja. Toda vez que eu ia ao banheiro, que afinal foram varias pegava no ombro dela e dizia coisas bonitas. Como elas eram varias vendedoras ambulantes de bebida. Eu comprava bebida de varias vendedoras, por isso fiz bastantes amizades.
                Alem dos ambulantes, tem claro o Bar da Mocinha, para quem curti o carnaval em uma mesa, sentado com um grupo de amigos. A Mesa estava custando 20 reais. Como eu queria me movimentar não quis ficar em uma mesa. Pois as coisas melhores estavam circulando no meio da multidão, era muita mulher dançando e querendo beijar é claro.
           A Banda além de tocar musica antigas, as famosas marchinhas, revisitou musicas das gerações dos anos 80, 90, além de também homenagear o cantor Wando.
          O carnaval já estava acabando, a volta a rotina se anunciava. Batia dentro de mim uma mistura de alegria e nostalgia, por saber que aquilo que foi maravilhoso de novo só daqui há um ano.
                
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