terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Boatos e Fatos aterrorizam Fortaleza

Não quero aqui me ater em quem está certo: Governo ou Policiais militares, o certo é que desde que a paralisação da categoria começou, a cidade passou a viver no mínimo pelo império do medo. Por isso muitas pessoas desistiram de ir à festa do Aterro de Iracema, poderia ter dado mais de um milhão e meio de pessoas, mas muitos resolveram ficar em casa.
            Na segunda a noite as redes sociais estava repleta de mensagens que pareciam transformar Fortaleza na capital mundial da Guerra. Eu que fui trabalhar ontem de manhã, voltei para casa, fiz caminhada, não vi nada de anormal, ai fiquei chocado com aquelas enxurrada de contradições.
            Boatos e fatos surgiram ao mesmo tempo. Fiquei pensando como separar as coisas. Vamos primeiro pelas definições. Segundo o dicionário online de Português boato é notícia, novidade que circula na boca do povo, sem origem conhecida que a autentique.
notícia falsa.
            Já fatos pelo mesmo dicionário são: Ação, coisa feita. Acontecimento, episodio: um fato singular. O que é verdadeiro, real: Muitas vezes os fatos destroem as teorias. Ir aos fatos, ir ao essencial, ao que interessa.
            Quem estava online desde ontem a noite pode ver uma confluência de fatos e boatos. Um vídeo que foi publicado dizia que os ônibus entrariam em greve às 00h, quando cliquei em cima era um vídeo de agosto de 2011. Outro vídeo dizia que tinha uma pessoa baleada em frente ao Shopping Benfica, outro vídeo atrasado de 2008 e ainda mais era de um Shopping de Teresina.
            O outro vídeo que eu vi mostrava um arrastão na Avenida Mister Hull, mas era de 2007. Resolvi então conversar com as pessoas que estavam no Face e perguntei se elas haviam visto algo e me disseram que “ouviram dizer” que alguém “viu” algo.
            Então postei comentários nas pessoas que mandaram vídeos. Critiquei e disse que não era legal fazer isso, pois poderia gerar mais confusão na cabeça da população. Ai eu recebi uma resposta que me deixou intrigado.
            Uma pessoa de credibilidade me disse que viu no Extra Montese um arrastão e troca de tiros. Fiquei meio reticente em acreditar, porém ela disse que eu visse no noticiário hoje que estaria estampada essa noticia. Hoje vi e realmente uma senhora levou um tiro de raspão na cabeça quando jovens pularam o portão do estacionamento do Extra.
            Vários outros relatos hoje mostraram que houve alguns crimes pelos bairros mais distantes do centro, porém algo que é comum mesmo com a presença da polícia.
            Agora pouco tive uma breve discussão com uma jovem que está em Aracati e diz que estou enganado em dizer que está tudo bem. Mas eu disse a ela que eu posso falar, pois estou em Fortaleza e onde moro está calmo, eu não tenho culpa disso.
            Hoje estava almoçando no trabalho, quando um funcionário chegou e disse que a SER IV mandou fechar o posto de saúde que estou trabalhando, pois vinha arrastão na Corpvs e estava chegando perto de nós. Continuei comendo, ai outro funcionário chegou: Emanuel corre já estamos fechando. Continuei comendo ai depois sai calmamente, estavam todos em pânico.
A doutora Zélia continuou o atendimento até o fim. Ai chegou o carro para pegar a moto de uma funcionária que estava apavorada. O rapaz que colocou a moto dentro do carro disse que tinham matado dois no centro, mas soube agora pouco em um site (http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=332732&modulo=967) que tudo não passou de alarme falso das pessoas. O motorista que levava minha amiga para casa me deu uma carona até Avenida Gomes de Matos, realmente o comércio estava fechado, mas tudo estava muito tranquilo, tinha até uma farmácia funcionando na Rua: Dúlcineia Gondim esquina com Gomes de Matos .
            Na rua de casa fiquei conversando com uns senhores sobre os acontecimentos, um senhor sugeriu para fazer um paredão e matar uns policiais, que na hora os outros voltariam a trabalhar com medo. Achei ridículo e disse a ele que não estávamos na Ditadura e deveria se resolver tudo pelo diálogo.
            Cheguei a casa e liguei a TV e os programas policiais estavam no seu dia de glória, com certeza com uma audiência já mais vista, mas com o mesmo discurso de que a cidade era violenta. Todos os dias eles falam isso. Claro que é verdade, mas fazem de uma forma sensacionalista.
            Fiquei vendo TV depois dormi ai quando acordei estudei um pouco e fui fazer minha caminhada contra todas as previsões. Soube que o exército estava na Avenida Gomes de Matos ai fui lá pegar umas imagens  


            Caminhei por cerca de uma hora em uma rua sem quase movimento e não vi nada de anormal, nem fui abordado por nenhum bandido.
Ao contrário parecia um dia de domingo, muito bom por sinal. Mas também parecia quando vemos aquelas imagens do Rio, comércio fechado a população trancada com medo e possibilidade de qualquer momento alguma surpresa.

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