domingo, 15 de janeiro de 2012

Aviões do forró no G4 e Medo no Terminal do Siqueira

Era 17h desse sábado e ainda a dúvida persistia na minha mente. Ir para o Show dos Aviões do G4 ou vender meu ingresso e voltar para casa? Antes de tudo escolhi uma roupa para ir, depois fui passar o ferro nela. Havia colocado recarga no meu Vivo e ganhei um ingresso.
            Arrumei-me e sai de casa. Na minha cabeça estava de descer do ônibus e vender logo o ingresso e voltar para casa. Nem imaginava, porém quando desci do ônibus e coloquei o pé dentro do terminal, o que vi foram vários homens vendendo ingresso do show e com um preço de 15 reais; 5 reais a menos que o preço que pretendia vender o meu.
            Sai do terminal e fui para frente da casa de show fica em frente ao terminal do Siqueira, tinha tanta gente por lá vendendo que já estava revendo minha posição. Era melhor entrar e ver o show, pelo menos por curiosidade.
            Do lado de fora, tinha além dos vendedores de ingresso, homens vendendo chapéu rósea com o nome “Aviões do Forró”, muitas mulheres olhavam, analisavam, mas só algumas compravam.
            A frente do clube estavam várias pessoas na venda de bebidas alcoólicas. Resolvi me encostar perto de um muro baixo e ali comprei uma água mineral. Fiquei olhando as pessoas que se aproximavam. Como era um clube num bairro popular, as pessoas eram mais humildes e o grupo de jovens que pareciam pertencer a uma espécie de gangue, eram muitos.
            Você olhava e as pessoas faziam cada mungango. Dava vontade muitas vezes de rir, porém olhava estranho, achando às vezes ridículo esse comportamento. Estava demorando a entrar, pois tinha chegado cedo e o clube abriria 22h, eram pouco mais de 21 horas.
            Não estava ali de olho em paquerar as meninas, já que tinha que entrar, ia para ver a tão midiática banda Aviões do Forró, meu foco era só mesmo de analisar. Mas aqui acolá olhava para as mulheres. Eram do tipo mais feia, mais sofredora, que não cuidavam muito da estética e se deixavam relaxar a ponto de ficarem mal feitas, com barriga grande, cabelos descuidados.
            Algumas das mulheres pecavam no excesso de maquiagem e com roupas muito brilhosas, que as deixavam mais estranhas. Dava para ver que eram as famosas “bonitinhas”: que são as feias arrumadas. Gente trabalhadora, esforçada e com a grande chance de ver uma banda que sempre faz show em locais longe para quem anda de ônibus e com preços altos.
            Comparando, olho para o Kangalha que fica perto do Shopping Via Sul e tem um preço geralmente de 30 reais para entrar. Lá o público é mais seletivo. São pessoas que vão para curtir a festa e paquerar. Diferente de parte das pessoas que estavam neste sábado no G4.
            Um show realizado pela Vivo tinha o objetivo de promover a marca. Pois fora esse, havia mais 07 shows marcados para o Nordeste.
            Quando entrei ainda era 21h35, pois foram abertos os portões antes do previsto. O público era diminuto, mas mesmo assim a banda Caviar com Rapadura começou a tocar. Fiquei ali em pé parado olhando a banda cantar músicas que falavam de amor e misturavam instrumentos dos mais diversos. Tinha sanfona, percussão, guitarra.
            Já tinha ido ao G4 num evento político há alguns anos atrás, uma casa bastante espaçosa. Com vários bares espalhados ao redor do espaço. Atrás do palco tinha um espaço com uma grama onde estavam os banheiros químicos.
            Fui comprar mais uma água para beber e tive dificuldade, pois tinha uma grande quantidade pessoas comprando bebida num kit. Era gelo, Ron Montilla, cerveja, água dentro de um balde. Fiquei ali olhando as pessoas, que já estavam empolgadas dançando, umas já bem embriagadas.
            Comecei a trocar olhares com uma jovem de short jeans. Mas como não estava muito afim de ninguém fiquei na minha. Mas quando ela saiu para sentar, fui sentar próximo a ela, porém quando fui perguntar o nome dela, me disse que estava acompanhada. Eu que já observava há algum tempo, não vi ela com ninguém.
            Depois que acabou a Caviar com Rapadura, deu um breve espaço de tempo e começou a tocar a banda Fina Tonelada de Pernambuco, que tocava além de pagode, Axé, forró, samba, Funk, Pop. Animei-me e dancei também. Isso tudo sem beber nada alcoólico e sem ninguém conhecido por perto.
            Depois quando estava dançando apareceu o Gilardo, meu ex-cunhado e disse que estava com amigos que moravam perto dele. Ele me convidou para ficar perto deles, porém preferi ficar só mesmo.

Quando Fina Tonelada acabou de tocar já era 01h da manhã e o número de pessoas era enorme. Já não tinha tanto espaço para nada. Houve ainda algumas pessoas falando em cima do palco. O apresentador Bezerrão, Zequinha Aristides, fizeram um sorteio de um Celta.
Aviões
01h35 da manhã sobre forte barulho começou a tocar Xandinho e Solange, junto com as belas dançarinas e os instrumentistas. Onde eu estava era muita gente empurrando, apesar de estar gostando do show, estava odiando aquela situação, pois não tinha um minuto de sossego. Gente passando e todo momento te empurrando.
            Um cara me encarou e já vinha brigar comigo, falei a ele que as pessoas estavam empurrando e que esbarramos sem querer. Depois me afastei dele. Fui ao outro lado. Sei que aconteceram outras coisas na festa, porém não vou me deter muito, cansado de digitar, ufa!
            O show acabou 04h, sai 03h30 e entrei no terminal. Estava na parada do Siqueira/Mucuripe quando uma multidão invadiu o terminal sem pagar. Achei aquilo uma selvageria. Fiquei irritado, parecia um bando de animais selvagens.
            Depois começou um briga dentro do terminal, socos, pontapés. Os poucos guardas municipais presentes conseguiram acalmar a situação, mas estava esperando a policia entrar no terminal, pois parecia que tinha gente armada.
            A polícia chegou e depois as coisas foram melhorando. Tinha um casal dormindo no começo da parada onde eu estava. Depois foram levantados por outras pessoas. Quando o ônibus chegou 05 horas da manhã estava já exausto, apesar de não estar com sono, devido não está bêbado, como algumas pessoas que vomitavam. Foi uma noite perigosa.


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