quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma visão...


A tarde durante minhas férias da faculdade, algumas vezes costumo vim ao centro da cidade de Fortaleza.
Vou ao Centro Cultural BNB, ler revista, passar alguns assuntos na minha vista. Sempre encontro amigo do tempo das vacas magras, amigos na época em que acordava dez para cinco da manhã e ia com meu amigo Antônio ao C.R.P (Centro de Referência do Professor) órgão da Prefeitura que tem internet gratuita.
Quando terminava meu acesso no C.R.P, ia com mais colegas até ao BNB acessar mais uma hora de internet. Ficava por lá quase todo o da, olhando classificados de emprego, fazendo cursos Apreciação a Arte, vendo filme, teatro.
O mais legal de tudo era a abertura de exposição de arte ou lançamentos de livros, onde era oferecido um coffeebreak. Me alimentava bem nesses eventos para compensar a alimentação deficitária que tinha em casa.
Depois desse flash back rápido volto ao tempo atual, onde ao meu lado esquerdo nessa praça em frente ao Fórum Presidente Castelo Branco, esta sentada duas senhoras que dizem esperar outra pessoa para ir um evento religioso.
A senhora de óculos, cabelos pretos, está meio inquieta (repetindo a todo momento que não vai esperar) e se levanta duma vez e diz a outra que vai sair.
Sua amiga que também usa óculos e tem cabelos grisalhos pede que espere mais um pouco. Mas ela em pé diz: “Se fosse ele não esperava, aposto!”
O telefone toca e era o cara que elas esperavam. A senhora sentada passa o celular para a outras e ela fala algo que a faz ficar calma.
Ela resolve ir ao banheiro no Centro Cultural, quando o rapaz de voz feminina chega e pergunta pela outra. Diz que demorou pois estava assistindo uma missa de cura.
Recebo uma ligação que corta minha atenção, já escrevo da Praça do Ferreira que com um cair da noite já começa a ficar iluminada e bonita.
Luzes de Natal estão ainda em todo canto. Muitas gentes sentado nos bancos da Praça aguardam como eu algo. No meu caso uma mulher que ficou de chegar em breve. Ainda tenho se der tempo buscar minha mãe na rodoviária*


*Texto produzido ontem em percurso no Centro de Fortaleza
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