sábado, 31 de dezembro de 2011

Natal dos Alves



Carlos e Carlos Emanuel
Já era dia 24 de Dezembro pela manhã e eu ainda não sabia como seria meu dia de véspera de Natal. É bem verdade que já fazia anos que eu não sabia bem porque comemorava essa data, pois não era mais criança e sabia que o mundo não é tão colorido como pinta as pessoas.
Quando era criança, morando com meus pais tinha uma inocente visão de que Papai Noel viria a noite quando eu estivesse dormindo deixar presentes para mim e meus irmãos. Essa era um ideia compartilhada por todas as crianças menores de 10 anos nos anos de 1989.
Vera Lúcia
Botamos as meias perto da “chaminé” (ou algo parecido,já que não tínhamos uma) coisa que aprendíamos vendos os filmes americanos sobre o “bom velhinho”. Era uma alegria só quando abríamos nossos presentinhos. Mas eu sempre ficava em particular triste, pois meu sonho era ganhar um vídeo game Atari, que via os meus colegas todos terem uma na época e nunca ganhava.
Não que meu pai não pudesse comprar, ele trabalhava em banco e era o que mais ganhava bem na Família Alves na época. Por sinal ele dava dinheiro para todos os sobrinhos, irmãs. Era uma mesada de fim de ano.
Mas na vida particular meu pai era desregrado, gastava muito com farras, com amigos e mulheres e a gente em casa passando dificuldades e alimentado-se mal. Logo minha visão entre natal e nossa vida familiar foi ficando distorcida.
Antes de me desiludir com essa data por completo, me lembro dos natais na casa da minha Tia Vera,onde se reuníamos netos, primos, tios, avós em volta de uma brincadeira chamada amigo secreto. Era muito bom essa brincadeira me recordo que eu chegue a ganhar um trenzinho do meu avô Assis Alves (falecido).
Passaram-se muitos anos e depois de muitas brigas entre parentes, separações, mudanças, esse natal na casa da minha tia Vera foi perdendo um pouco seu brilho. A coisa que ainda chegava a fazer exceção era a comida que Vera fazia, muito gostosa.
Depois que a minha Avó Raimundinha faleceu o Natal por lá morreu definitivamente. Fui ainda para alguns, porém sem a mesma graça de antes, o último que fui acho que em 2007, lembro do meu avô contando piadas.
Amanda com bebê, Tio Geraldo e Assis Alves camisa azul
Depois me casei e os últimos Natais que fui foram com minha esposa na casa da minha irmã, ou mesmo aqui na minha casa, sempre com a presença de meu pai. Esse ano separado e morando só tinha que fazer escolhas, ficar só em casa, ir para casa da minha irmã ou ir a uma festa.
Minha irmã Maria Lúcia mora com o meu irmão Neto Alves que decidiu ir embora. Ele quer em janeiro morar sozinho. Essa opção de ir passar a noite natalina na casa dela estava ficando difícil.
Mesmo assim meu pai insistiu até o último momento, oferecendo comprar o Chester,mas minha irmã estava sem clima para festas. Foi quando na manhã meu pai me ligou dizendo que minha Tia Vera tinha chamado nós para passar o natal lá.
Kilber e esposa
Fiquei em dúvida, depois veio a ligação da Lulu, dizendo que só ia se eu fosse. Fiquei pensativo. Quando o meu primo Júnior ligou e disse que cada um levasse 5,00 reais e um chocolate fiquei mais pensativo ainda.
Fui ao centro com o Neto que queria comprar o chocolate dele lá. Almoçamos e fomos as Lojas Americanas e compramos a nossa barra de chocolate para participar da brincadeira em família.
Quando sai de casa, já eram quase 20:00, estava levando um chocolate em mãos e duas garrafas de vinho São Braz (aquele que meu irmão Neto chama de Sangria), já que estava querendo evitar tomar cerveja. Liguei ainda dentro do ônibus várias vezes, para meu pai, irmão e irmã para saber se eles já haviam chegado, não queria ser o primeiro do nosso grupo.
Quando cheguei meu pai já estava lá, a minha Tia Lucineide foi logo cobrando o dinheiro da brincadeira. Olhei ao redor e vi quem já estava presente. Tio Cláudio que nos últimos encontros não foi nada legal, sempre querendo se dar de bem com os sobrinhos, também gosta de humilhar as pessoas com palavras de diminuição.
Júnior
Eu também vi o Carlos ( Marido da Vera), ele como sempre um cara na dele, que não fala muito mais é um cara honesto que sempre honra os compromissos do lar. Fica ali na festa sentado, ouvindo a movimentação toda, mas sei muito se envolver. Vez perdida faz um comentário rápido.
Eu já comecei a beber meu vinho até para me libertar um pouco do peso de ver aqueles parentes que alguns faziam tempo que nem tinha contato. O Cláudio se aproximou e veio com gracinha e eu cortei logo e ele saiu de perto de mim.
Aos poucos foram chegando o restante dos convidados. O Kilber meu primo que recentemente tinha deixado a casa da sua mãe Vera, chegou acompanhado da sal esposa, uma mulher simpática que está muito feliz ao lado dele. O Kilber sempre foi aquele rapaz boêmio que eu no passado saia para tomar umas e ele me levava a lugares cultos e agradáveis de bom gosto. For a nossa divergência de clubes ele sempre foi o primo que mais me identifiquei.
Depois forma chegando a Kilvia irmã do Kilber que também era casada. O Tio Geraldo que é um carismático da Igreja Católico meio fanático. Que fica sentado de longe só julgando as pessoas. Principalmente sua mulher Socorro que tem uma visão mais fechada do que a dele e talvez seja ela que influencie ele.
Sua filha que é minha prima Karine é casada e tem vários meninos. Não tenho nada a falar sobre ela, sé que quando ela era pequena eu que a ensinava a andar, hoje tenho pouco contato com ela.
Eu estava com a camisa da Sociedade Alternativa do Raul Seixas, enquanto todos estavam arrumados, eu só de bermuda com uma camisa preta. Ao meu lado o Junior com sua namorada, que não fala muito, mas sorrir bastante das brincadeiras que eu e Júnior e Papai fazemos comentando sobre as pessoas.
Assis Alves, Otacilia e Rebeca
. Meu pai com seus filhos pequenos; Rebeca e Mateus e sua esposa Otacilia.. Ela uma pessoa boa, mas por causa do remédio controlado que toma fica meio aérea e meu pai em vez de ajudar fica é fazendo hora com a cara da própria esposa.
Neto Alves e Lucineide
O Neto e a Maria Lúcia chegaram tarde. O Neto tinha ido para sua tradicional missa, mesmo não sendo mais seminarista e estando mais longe da Igreja. Por sinal ele depois que deixou o seminário virou um pegador de mulheres. Sossegou agora porque conseguiu um namoro sério com uma moça que como ele é professora.
Me esqueci de falar ainda da Tainá uma prima linda. Da Laís filha da minha Prima Karla. Karla emagreceu muito e está ainda mais bonita. Fora os pequenos essa é basicamente os remanescentes da família Alves da capital de Fortaleza. Claro faltaram ainda Regina (tia) que não quis vim e Tia Cris no Crato onde mora.
Maria Lúcia
Depois de oferecido o delicioso jantar e quando todos os chegaram começou a se revelar a brincadeira. Alguém que não fosse participar tirava um dos papéis na caixa, quem fosse tirado saia da brincadeira, escolhia antes um dos chocolates exposto na mesa e tirava outro papel, até ficar o último que levaria a bolada de pouco mais de 135 reais.
Quando começou a brincadeira eu fiz um trato entre eu papai, lulu, neto e Otacilia para se um de nós ganhássemos dividirmos ente nós. A Otacilia é que disse que se ganhasse ficava com tudo para ela. Cada pessoa que ia saindo, nós comemorávamos, até que saio meu nome e depois eu tirei a Otacilia e ela o meu pai.
Gláuber e Vera
Ficou só o Neto e a Maria Lúcia disputando com a Vera , o Gláuber namorado da Kilvia. Infelizmente a Lulu saiu e tirou o Neto e o Glauber ganhou.
Foi uma ideia boa do Júnior que disse que trouxe essa brincadeira da Semas onde trabalha. Foi uma forma de aproximar os Alves que estavam cada um no seu canto longe, nos eu grupinho sem se entrosar com os outros.
No final o Cláudio puxou uma oração de louvor e durante a mesma fez questão de dizer que o natal era uma festa católica. Nem precisava dizer isso, pois eu nem religião tenho, como alguns outros ali presente, mas tudo bem.
Os Alves são assim estranhos, difíceis de se lidar, mas como toda família nos momentos de aperto eles ajudam uns aos outros. Meu pai que disse: família é bom só na hora de tirar retrato. Pode ser verdade, mas o importante é que o encontro não se perca no esquecimento. A vida é feita de boas e más recordações. É a vida.

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