sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pré-Conferência de Saúde da SER IV 2011









Com a participação de mais de 300 pessoas entre gestores, profissionais de saúde, usuários e movimentos da sociedade ocorreu a pré-conferencia municipal de saúde da SER IV no Auditório Paulo Petrola no Campus do Itaperi na UECE. O evento é um preparativo para 6° Conferência Municipal de Saúde que acontecerá nos próximos dias 13, 14 e 15 de julho de 2011.

. A abertura dos trabalhos se deu com a apresentação do Grupo Cirandas da Vida (lendo um texto e explicando com trechos de músicas as funções do SUS). Em seguida ocorreu a abertura com a mesa composta por Regina Lúcia Coordenadora do Conselho Regional de saúde SER IV que observou que qualquer um presente na conferência pode ter uma ideia que pode transformar e se concretizar.

. Outro que esteve na mesa foi Jeová da Costa do Conselho Executivo da SER IV que enfatizou o pensamento do Gestor de SER IV Estevão Roncy de que os mais importantes são os profissionais de saúde junto com o conselho de saúde. Professora Gláucia Poço Lima do Centro de Ciências da UECE que disse que a UECE busca fortalecer as parcerias da universidade que possam ajudar na construção do SUS.

. Evilene Fernandes Chefe do Distrito de Saúde da SER IV ressaltou a importância da participação de todos. Adolfo Cesar Viana diretor Financeiro da SER IV enfatizou o compromisso da SER IV com o Conselho de Saúde. Paulo Fiuza Diretor Administrativo da secretária estadual de saúde disse que o caminho das transformações só acontece pelo viés da mobilização social.

. Finalizando as falas da mesa com Antônio Luís Mateus ( Nino) Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, colocou que a responsabilidade do SUS que queremos passa pelo controle social e que o SUS que conhecemos hoje aconteceu depois de muita luta. Nino também observou que as gestões anteriores e atuais não conseguiram fazer ainda o SUS da maneira capaz de ser eficaz, pois ainda tem pessoas que não tem visão e que o conselho tem que fazer que a gestão garanta recursos para o atendimento da demanda da população.

. Depois da fala da mesa de abertura, iniciou-se a palestra: Todos usam o SUS! Na seguridade social, política pública, patrimônio do povo brasileiro, foi proferida pelo Dr Reginaldo Chagas Alves Coordenador de Politicas Públicas de Educação a Cidadania.

. Acompanhe trechos da fala do palestrante: “A uma privatização do recurso público que faz o estado ficar refém do tabelamento de procedimentos que os hospitais particulares exigem. Quando o trabalhador faz greve ele não afeta o patrão e sim a população, por isso os movimentos grevistas deveriam ser pactuados com a própria população.

. Ocorre que está sendo usado o SUS por pessoas que não precisam, enquanto aqueles que deveriam ser beneficiados são excluídos. A prestação de serviços do SUS deve ser 100% SUS. As pessoas que são SUS são mal atendidas nos Hospitais privados. “O usuário do SUS fica na porta dos fundos, enquanto quem ‘paga” tem uma sala melhor.

. Se a vigilância sanitária fosse fiscalizar os postos de saúde do SUS a maioria seria fechada, pois não estão adequadas as exigências sanitárias. O formato das conferências tem que ser repensado, pois deveria haver a inversão do processo, em vez de ouvir os médicos , poderia se ouvir a dona de casa, pai de santo, o morador comum. Existe uma necessidade de pacto entre usuário, gestão e profissional de saúde. O papel do acolhimento é importante, pois através deles podem diminuir a busca de tratamento. A importância de atender bem das comunidades terapêuticas.

. A Rede de Apoio a saúde é importante, apesar de ter gente dentro do SUS que não atende e tem raiva de quem atende, um exemplo é as comunidades holísticas, rezadeiras, parteiras que ajudam e as vezes são “criminalizadas”. Muitos problemas são resolvidos no Candomblé, nas igrejas evangélicas, etc.

. Há um contrassenso, pois o Plano Plurianual que decide o orçamento é em setembro, enquanto a Conferência nacional de Saúde é em dezembro. Quem responde as demandas do dia a dia são os trabalhadores de saúde, por isso deveriam discutir o que vai ser implementado. De agora em diante os recursos serão repassados para regiões em comum proximidade e não para municípios, que o recurso, virá direto para os gestores.”

. Depois da palestra inicial foi dividido o grupo em três eixos, onde cada grupo discutia dez propostas que seriam levadas para conferencia municipal de saúde. Logo após houve as escolha de 72 delegados, sendo 36 usuários, 18 profissionais de saúde, 18 gestores, que se reuniram junto com os representantes de todas seis regionais de Fortaleza.

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