domingo, 28 de novembro de 2010

Micro-experiências de globalização

Teve um período da minha infância em que descobri muitas coisas de outras culturas através das manias do meu pai. Um dia ele chegou a nossa casa com uns palitos interessantes para comer. Usavam-se os palitos para comer macarrão, peixe cru; meu tinha importado hábitos da culinária japonesa, depois nos levava quase sempre para comer algo em um restaurante japonês, não me lembro bem da comida acho que tinha pouco mais de 07 anos, porém me lembro do arroz, era uma delicia.
. Outro momento que meu pai vivenciou e por conseqüência nós a família também, eu meus irmãos e minha mãe, foi à época que ele buscou aprender esperanto, uma língua que tentavam fazer conhecida no mundo e que unificasse a fala de todos os povos. Não tive muito acesso ao estudo em si, mas via meu pai recitar em voz alta a língua estranha.
. Lembro-me meu pai escutando suas fitas K7 de música clássica, tinha uma coleção completa de Beethoven, Mozart, etc. O gosto pelo que era bom de outras culturas era algo raro que podia admirar no meu pai e que herdamos dele um pouco disso.
. Outra vez peguei meu pai fazendo movimentos como se estivesse lutando e ao mesmo tempo meditando, depois fui saber que ele praticava Tai Chi Chuan, uma luta chinesa de meditação. Até a sua fé ele importou, depois de passar pelo espiritismo, encontrou abrigo na Igreja Messianica e depois na Seicho-No-Ie, todas crenças orientais.
. Eu também como meu pai, gostava de coisas boas e também curtia as coisas vindas de fora, quando era pré-adolescente acompanhava as series americanas na Sessão Aventura que ia ao ar de segunda a sexta às 16:30 na Rede Globo, séries como: A Ilha da Fantasia, As Panteras, As Tartarugas Ninja, Magnum, O Homem de Seis Milhões de Dólares, A Mulher Biônica, Duro na Queda, Profissão: Perigo, Anjos da Lei, The Flash, Barrados no Baile, Melrose.Na verdade gostava também de coisas produzidas no Brasil como Armação ilimitada, que fez muito sucesso no fim da decada de 1980, só que tinha com certeza influencia de fora.
. Com o tempo nós vamos percebendo que as raizes culturais vão se misturando com as inovações vindas de fora e o equilibrio é que pode preservar as cultura local sem deixarmos de admirar algo bom que vêm de qualquer cultura do mundo.
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