terça-feira, 9 de novembro de 2010

As Histórias e suas maneiras de serem contadas

Comumente aprendemos no estudo da história apenas os fatos contados pelos grupos vitoriosos. Na Revolução Russa vemos a história da vitória Bolchevique contada de uma maneira em que podemos encontrar contida nela apenas o que ocorreu com os principais lideres, Lênin, Trotsky, sendo que uma grande massa seguidora das idéias de Karl Marx não foi sequer lembrada, foi focada no coletivo para a população em contradição com a idolatria de homens como Stalin.
             Na Europa, na Ásia, no mundo ocidental, onde aconteceram guerras, revoluções, o ensino em si se voltou para contar os acontecimentos em torno dos fatos políticos e econômicos majoritários. Enquanto esses acontecimentos principais ocorriam, pessoas comuns iam de casa para o trabalho, outras iam ao parque respirar o ar puro,namorar.
            Dentre acontecimentos ocorridos na humanidade, sabemos que por trás deles, excluindo talvez os homens primitivos, foram decididos baseados nos conselhos de sábios, às vezes os chefes de estado seguiam os caminhos do conselheiro, em outros momentos tinham suas próprias idéias mirabolantes, porém de alguma forma existiam pensamentos filosóficos que influenciavam uma geração e esses lideres a seguiam em benefícios próprios.
             Outras coisas que não sabemos cotidianamente, mas que também influenciaram os governos, a humanidade, foram às inteligências, os gênios de cientistas e o desenvolvimento das pesquisas nas universidades. Lembro-me de um filme que me marcou em 2001, Uma Mente Brilhante com Russel Cromwell no papel de John Nash um matemático que desenvolveu a teoria dos jogos que revolucionou o pensamento em relação aos governos, a cooperação, etc.
             Percebia uma grande diferença, o que se falava na sala de aula sobre história era sempre diferente daquilo que ouvia em casa dos meus pais, avôs, também diferente as conversas nas ruas onde podíamos ver mais fatos interessantes por trás daquilo que era oficial.
             Não posso deixar de citar também, os momentos que tive com amigos em barzinhos ao sabor da boêmia, onde pude contar estórias maravilhosas e ouvir outras que poderiam não ser verídicas, mas me deixavam um desejo de sonhar e ousar mais.
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