domingo, 30 de agosto de 2009

Companheiros que falam diferente


Muitas vezes, deixamos passar despercebidos, os fatos mais pitorescos, justamente, por não vemos nenhuma importância neles. Só achamos algo vantajoso, quando nos traz glamour,quando os aplausos são gigantescos e as pessoas nos abraçam, por verem em nós algo que no fundo não é a gente mesmo.
            Recordo-me como se fosse hoje, do meu cachorro,dos momentos bons que passamos juntos. Na época, tinha uns 20 anos e sempre quis ter um animal de estimação, para juntos passearmos e ele ser meu companheiro. Foi o meu cachorro, peduro, de cor preta que me conectou mais com o mundo, assim, como o futebol tinha feito em outros momentos.
            Sempre as pessoas viam falar com o cãozinho e eu acabava tendo que responder para as pessoas algo. "como é o nome dele?", "é tão lindo esse cachorro". Algumas pessoas ele avançava, para brincar, mas ninguém gostava muito, achava que ele era violento; só eu sabia que ele não era isso que diziam.
            Um dia quando voltamos de um passeio, coloquei o cão na corrente preso enquanto minha tia limpava a casa. Para minha surpresa, ele começou a tentar se soltar da coleira, nessa sua batalha, ele começou a espumar e morrer, foi triste ver meu grande amigo, naquela situação e não poder fazer nada. Pensei logo que alguém poderia ter o envenenado.

. Depois disso, não tive mais cão; só muito tempo depois, quando já estava com 26 anos, comecei a criar uma gata. Nesse tempo morava com minha irmã. Ela relutou no começo, porém aceitou a Pilica, que logo se tornou minha companheira, dormia sempre no meu quarto, era carinhosa e me conectava com as coisas simples.

Depois disso, não tive mais cão; só muito tempo depois, quando já estava com 26 anos, eu comecei a criar uma gata. Nesse tempo morava com minha irmã. Ela relutou no começo, porém aceitou a Pilica, que logo se tornou minha companheira, dormia sempre no meu quarto, era carinhosa e me conectava com as coisas simples.
            Depois de alguns meses quando nos mudamos para uma nova casa, a minha irmã começou a chatear-se com a gata. Logo quando ela já estava namorando um gato vizinho de raça e siamês. Ela jogou a gata em uma casa abandonada, perto onde morávamos. Uma vez quando passava vindo do trabalho, escutei seu miado, via suas patinhas querendo sair, mas não podia, fiquei muito triste, mas tive que aceitar, pois minha irmã pagava mais aluguel que eu e tinha mais autonomia na casa.
            Essa dor persistiu muito tempo. Pensava em ter minha própria casa, para ter um animal novamente, mas quando fui morar só, logo me juntei e minha atual mulher não gosta de animais e também onde moro, por ser pequeno não é apropriado. Quando vi esse filme "Marley e Eu”, me recordei dos bons momentos que podemos ter ao lado dos animais de estimação.

Voltou-me a lembrança também do fim do ano passado, quando minha irmã, contrariando todas as expectativas, adquiriu um cão de raça e deu o nome de Zero. Era um cachorro destruidor, semelhante ao filme que vi.   Mas diferente do filme, minha irmã não resistiu muito tempo e deu o seu animal. Aliás, já estava amigo dele e ia passear com o animal algumas vezes. O preço para quem mora em uma metrópole é esse mesmo. Quem sabe um dia vou morar no campo e vou ter vários animais de estimação e companheiros de jornada.
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