sexta-feira, 29 de maio de 2009

A viagem e os contatos



Vinha de ônibus um dia desses, me lembrei das últimas vezes em que sentado ou em pé, pude ver e sentir os acontecimentos reais dentro de um transporte coletivo e de massa. É interessante notar, como as pessoas ficam sentadas lado a lado, obrigadas é claro pela ocasião, sem na maioria das vezes trocarem se quer uma palavra com a pessoa ao seu lado.


Algumas vezes no ônibus lotado, pude sentir como sofremos juntos; mau cheiro de pessoas transpirando depois de um dia de trabalho; um peido soltado naquele aperto; descuidistas que aproveitam que as pessoas estão preocupadas em se segurar furtam os passageiros sem serem notados. Com todo respeito às mulheres, mas vamos ser honestos, acontece também àquela encostada do homem, na parte de trás da mulher (algumas gostam), é um desrespeito de quem se aproveita.

            Já vi de tudo em ônibus, nada me espanta. Fiz amizades, namorei (naqueles ônibus de viagem), vi assaltante entrar e roubar o trocador. Sempre gostei de conhecer pessoas em coletivos, geralmente puxo conversa.        Ultimamente, tenho percebido às pessoas mais hostis, a qualquer contato que não seja um: "com licença", "posso segurar suas coisas?"; palavras automáticas, que não comprometem.

As tópic's que são menores eu percebo mais proximidade das pessoas, pelo menos no olhar. Quem projetou esse transporte deve ter pensado em um grupo menor, mais familiar quem sabe. Não têm sinal para parar, somos obrigados a gritar: "Na próxima". E logo depois o trocador, repassa a mesma mensagem ao motorista.
            Acho interessante, quando entra aquelas pessoas que pedem ajuda, elas falam as palavras com certo cantar: "Meus senhores, estou aqui porque estou precisando, pudia tá nas drogas ou roubando, estou aqui pedindo uma ajuda, pois minha mãe não pode trabalhar....." .Têm também aqueles que fazem o humor espontâneo mexendo com os passageiros.

            Esses que fazem esse trabalho nos ônibus ajudam a quebrar o gelo e fazer as pessoas se comoverem, chorarem, é momentos raros de contatos entre os passageiros. Essas viagens têm de tudo, quem vive diariamente essa rotina sabe bem do que eu disse e muito mais.
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