quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Comentário: Assassinato na casa do Pastor autora: Agatha Christie







Esse foi o primeiro romance de cunho policial, que tive a oportunidade de ler. A minha curiosidade foi despertada porque eu descobri um gosto tremendo por investigação. No caso não necessariamente sobre crimes, mas sobre relações institucionais, que sendo mais especifico tem a ver com as policias secretas dos países.
            Lembro-me muito bem de ter ouvido falar várias vezes na minha vida da Scotland Yard; policia secreta da Inglaterra, ou da Gestapo da Alemanha Nazista, da policia secreta de Moscou, da CIA nos EUA e recentemente no Brasil da ABIN. Claro que sabia que tinham algumas semelhanças, mas muitas diferenças, sem querer entrar em detalhes.

Essa autora deste livro já tinha ouvido falar bastante, mas tinha preguiça de ler seus livros, pois achava que seria chato e cansativo. Surpreendi-me quando me identifiquei com tudo, que era abordado na estória. O cenário para começar era uma pequena cidade na Inglaterra, com seus habitantes pacatos, que viviam uma vida sem muitas novidades há não ser os mexericos das senhoras que com o pretexto do chá das 17h falavam de tudo que se passava com detalhes em principio a vida intima das próprias mulheres da vila.
            Crime por ali só se fosse de furto mesmo. Nesse contexto um assassinato muda a rotina da cidadezinha, principalmente por ter sido cometido na casa do Pastor, em seu escritório particular. A vitima um homem que julgava as querelas que por lá ocorria, seria uma espécie de juiz.
            Era um homem que todos odiavam principalmente os condenados, que eram presos por roubarem coelhos e impiedosamente o Juiz nada deixava passar. A sua mulher que tinha um caso com o pintor também desejava que ele morresse. Sua filha por achar seu pai repugnavel não se importaria de matá-lo.

            Na verdade todos tinham algo contra esse Juiz. O próprio Pastor poderia ser um suspeito no caso de o Juiz achar que ele podia desviar dinheiro da Igreja. O detetive muito sério colhendo informações e desconfiando de todos.

Nessa trama uma personagem se destaca: Miss Marple, a velhinha que tudo via nada escapara aos seus olhos. E com sua ajuda magnífica a estória tem o desfecho surpreendente. A autora deixa um suspense que como todo bom romance policial tem o seu melhor no final.
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